Vacinas de até R$ 3 mil para doenças respiratórias
Imunizante contra o vírus VSR, por exemplo, custa R$ 3.100 nas clínicas privadas. Para pneumonia, há opção de até R$ 450
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Com a chegada dos meses mais frios e o aumento da circulação de vírus respiratórios, entre as formas de proteção está a vacinação.
Só que alguns imunizantes, a depender do público, só estão disponíveis nas clínicas privadas de vacinação, alguns deles com preços que podem ultrapassar R$ 3 mil.
A oferta inclui desde versões mais modernas de vacinas já conhecidas até novas tecnologias, como anticorpos monoclonais, voltados principalmente para bebês, gestantes e idosos.
Entre os destaques está o Beyfortus (nirsevimabe) – com valor médio de R$ 3.100 – , indicado para proteger bebês contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causa de bronquiolite e uma das maiores responsáveis por internações em crianças pequenas.
Diferente das vacinas tradicionais, trata-se de um anticorpo pronto, como se fosse um soro, sendo uma tecnologia diferente, por isso com o valor mais caro, explica o infectologista Eduardo Pandini. “O nirsevimabe está indicado para lactentes até oito meses e para crianças até dois anos com algum problema de imunidade”.
Já para a proteção de idosos contra o VSR, a vacina indicada é a Arexvy e Abrysvo, com valores que ultrapassam os R$ 1.500. “São recomendadas acima dos 70 anos de idade. Idoso tem muita doença por vírus sincicial respiratório (VSR) e pode internar e morrer pelo vírus. Também pode tomá-la quem tem entre 50 e 70 e tenha comorbidades, como doença pulmonar crônica, cardiopatia crônica e diabetes”, destacou o infectologista Lauro Pinto.
Também ganham espaço durante esse período vacinas pneumocócicas mais modernas, como a versão 20-valente, com preço médio de R$ 450, composta por 20 sorotipos de pneumococo.
“Ela é mais potente, com proteção maior contra o pneumococo, bactéria que podem causar pneumonia, sinusite e até meningite, em alguns casos, levando a infecções mais sérias em crianças e idosos”, ressaltou Pandini.
Há também na rede privada uma vacina contra a gripe, a Efluelda (cerca de R$ 300) , de alta dose, especialmente desenhada para o público idoso ou imunossuprimido, conforme explicou o infectologista Lauro Pinto
“Ela tem quatro vezes mais antígeno do que a vacina comum. Enquanto a comum tem 15 microgramas de antígeno de duas cepas A e de uma ou duas cepas B, a Efluelda tem 60 microgramas de cada”.
Imunizantes para públicos específicos pelo SUS
Na rede pública de saúde, algumas das vacinas mais caras na rede privada são ofertadas para públicos específicos. É o caso da Abrysvo contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite, que há quase cinco meses passou ser oferecida a todas as gestantes.
O imunizante é ofertado às mulheres a partir da 28ª semana de gravidez, para que os anticorpos sejam transferidos ao bebê, garantindo proteção nos primeiros meses de vida.
O Estado, segundo a referência técnica do Programa Estadual de Imunizações, Danielle Grillo, tem se destacado na adesão das gestantes à vacinação. “Nossa cobertura está acima de 100%”.
No início de fevereiro o Espírito Santo começou a imunização com o Nirsevimabe, indicado para bebês prematuros nascidos com idade gestacional igual ou inferior a 36 semanas e 6 dias, além de crianças de até 24 meses que apresentem comorbidades.
Quanto às pneumocócicas, no calendário infantil do SUS, a oferecida de rotina é a 10-valente, voltada para crianças menores de 5 anos.
Fique por dentro
Vacina influenza
Em relação à gripe, atualmente não há grande diferença entre as vacinas ofertadas na rede pública e privada. Isso porque uma das cepas do vírus influenza (B/Yamagata) deixou de circular, tornando equivalentes as vacinas disponíveis, explica o infectologista Lauro Pinto.
A principal diferença está na Efluelda - cerca de R$ 300, disponível apenas na rede privada. Indicada para idosos e imunossuprimidos, ela possui quatro vezes mais antígeno que a vacina comum.
Vírus sincicial respiratório (VSR)
Na rede privada, um dos destaques é o Beyfortus (nirsevimabe), um anticorpo monoclonal — ou seja, não é uma vacina tradicional, mas um imunizante pronto — que pode custar cerca de R$ 3.100. Ele é indicado para bebês até 8 meses e para crianças de até 2 anos com comorbidades, oferecendo proteção imediata por até seis meses.
Para idosos, também estão disponíveis na rede privada as vacinas Arexvy e Abrysvo, com valores acima de R$ 1.500. Elas são recomendadas principalmente para pessoas acima de 70 anos ou entre 50 e 70 anos com doenças crônicas.
SUS
Na rede pública, o SUS já incorporou a Abrysvo para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. A estratégia permite que os anticorpos sejam transferidos ao bebê ainda na gestação, protegendo-o nos primeiros meses de vida. Além disso, o Beyfortus também passou a ser ofertado para grupos específicos, como bebês prematuros e crianças com comorbidades.
Vacinas pneumocócicas
As vacinas pneumocócicas protegem contra infecções causadas pela bactéria pneumococo, como pneumonia, sinusite e meningite. Na rede privada, a versão mais moderna é a vacina 20-valente, com preço médio de R$ 450, que oferece proteção ampliada contra um número maior de sorotipos da bactéria.
SUS
Já no SUS, a vacina pneumocócica 10-valente faz parte do calendário infantil de rotina para crianças menores de 5 anos. Além disso, as versões 13-valente e 23-valente ( média de R$ 300 por dose) são disponibilizadas para grupos especiais, como idosos acamados ou pessoas com doenças crônicas, por meio dos centros de referência em imunobiológicos.
Vacinas contra meningite
Na rede privada, há opções mais amplas, como a vacina ACWY (R$ 500 por dose) desde os primeiros meses de vida e a vacina contra meningococo B (R$ 650 por dose).
SUS
O SUS oferece a vacina meningocócica C nos primeiros meses de vida e o reforço com a vacina ACWY na infância e adolescência, fase em que os jovens são transmissores da bactéria.
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