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Saúde

Restrição pode levar à compulsão alimentar

Dietas radicais e sem acompanhamento causam ainda cegueira, problemas renais, desnutrição e anemia, segundo especialistas


Imagem ilustrativa da imagem Restrição pode levar à compulsão alimentar
Restrições alimentares extremas podem trazer consequências negativas para a saúde |  Foto: Divulgação

Em busca de resultados drásticos, há pessoas que recorrem a restrições alimentares extremas.  Dieta da sopa, do ovo e do passarinho são alguns dos regimes “milagrosos”, que prometem perda  rápida de peso.

Entretanto, essas dietas podem trazer consequências negativas para a saúde. Desnutrição, anemias, cegueira, paralisação renal e até compulsão alimentar são alguns dos problemas que esses tipos de estratégias alimentares podem provocar, segundo especialistas.

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“É comprovado hoje que restrição por muito tempo aumenta compulsões alimentares. Depois, a pessoa pode ter um quadro de obesidade porque ela não consegue controlar o que come. Vira um transtorno compulsivo”, destaca a nutróloga Mariana Comério.

A médica alerta que, muitas vezes, o paciente chega a um nível de obsessão, com medo de comer carboidratos, que pode aumentar o risco de transtornos alimentares, como bulimia e anorexia. 

Dieta sem o acompanhamento profissional pode causar efeitos colaterais como tonturas e enjoos Juliana Tinelli, nutricionista
 

“É uma obsessão pelo emagrecimento que pode levar a um transtorno alimentar, trazendo alterações para o organismo. A anorexia e a bulimia podem causar outros problemas, como depressão, desnutrição e sarcopenia, que é a perda de massa muscular”, alerta Mariana.

O nutrólogo e cirurgião Roger Bongestab pontua que as dietas restritivas podem levar a  insuficiências e, posteriormente, deficiências de macro ou micronutrientes.  

Além de anemia, cegueiras e insuficiência cardíaca, outros problemas podem ser causados pela má alimentação. “Podem haver também lesões neurológicas irreversíveis, que levam à perda de cognição, memória e motricidade, como paraplegias”, ressalta o médico.

Temos muitos desnutridos com excesso de peso, e fica subnotável na sociedade esta condição clínica Roger Bongestab, Nutrólogo e cirurgião
 

Segundo o nutrólogo e endocrinologista Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), as dietas restritivas sempre estão condicionadas ao déficit de algum macro ou micronutriente. 

“A restrição faz com que haja uma interferência na nossa resistência orgânica e, principalmente, favorece um sistema imunológico com baixa resposta a agentes externos, físicos, biológicos ou químicos e risco de doenças diversas”.

A restrição de algum nutriente faz com que haja uma interferência na nossa resistência orgânica Durval Ribas Filho, Presidente da Abran
 

A endocrinologista Gisele Lorenzoni lembra que há dietas com restrição de calorias que podem ser feitas pelo paciente, desde que haja acompanhamento por profissional e não sejam extremamente restritivas.

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A nutricionista Juliana Andrade salienta que apenas um nutricionista é capaz de prescrever uma dieta com todos os cálculos, baseado na alimentação.

Todo e qualquer protocolo, quando não orientado por um profissional, oferece risco de desnutrição Juliana Andrade, nutricionista
 

Atividade física é aliada

Apesar de a alimentação ser um dos fatores fundamentais para a perda de peso, de acordo com especialistas, a atividade física é outra grande aliada para garantir saúde e emagrecimento.

“Os exercícios físicos associados à dieta promovem a redução de gordura corporal e aumento de massa magra (massa muscular). Vale lembrar que o emagrecimento é a redução de gordura corporal e não apenas diminuição de quilos na balança”, pontua a educadora física Camila Pissinate.

Não são apenas benefícios estéticos, como o emagrecimento, que podem ser vistos com a prática de exercícios físicos.

“Eles previnem doenças como diabetes tipo dois e hipertensão. Durante a atividade física, liberamos  hormônios do bem-estar, entre eles  a endorfina, que funciona como um 'analgésico natural', diminuindo dores. Além de proporcionar a sensação de bem-estar, diminui o estresse”, destaca Camila.

Até mesmo o emocional pode ser impactado pelos exercícios físicos, segundo a especialista. 

“Com a atividade física, há a liberação da serotonina, que auxilia na estabilidade emocional, humor e também atua nas funções cognitivas. Praticar exercícios físicos com constância irá nos proporcionar uma vida melhor e mais longa”.


reeducação alimentar

Estratégia para toda a vida

Após ter feito vários tipos de dieta, a dentista Nicoly Dalmasio, de 34 anos, busca agora uma estratégia que seja possível manter por toda vida.

“Hoje o que tem me ajudado muito é a reeducação alimentar. Como arroz e feijão todos os dias, carne magra, legumes e saladas. Evito doces, álcool, que atrapalha muito”, conta.

Para ajudar nesse processo, Nicoly conta com o auxílio de uma nutricionista e uma especialista emagrecimento, por meio de um grupo no WhatsApp. “Nele, postamos fotos dos pratos e nosso peso, o que tem me ajudado”.

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