Reforço da vacina contra pólio para crianças de 4 anos a partir de agosto no ES
Esquema passará a ter 3 doses, aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade, além de dois reforços, aos 15 meses e aos 4 anos
A aplicação da dose de reforço da vacina contra a poliomielite será retomada a partir de 3 de agosto em crianças de 4 anos em todo o Brasil. A medida será incorporada novamente ao Calendário Nacional de Vacinação Infantil, segundo anúncio do Ministério da Saúde.
A imunização retoma uma etapa do esquema vacinal que existia até 2024, quando as crianças recebiam dois reforços contra a doença, com a vacina oral poliomielite (VOP), conhecida como “gotinha”.
Quem explica o assunto é Eduardo Jorge, presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria. “A cobertura vacinal contra a doença para o público infantil está menor do que 90%, cenário que não é o ideal. Portanto, é importante garantir um segundo reforço, que será feito com a vacina inativada da poliomielite (VIP)”.
A mudança foi oficializada em nota técnica do Programa Nacional de Imunizações (PNI), pelo Ministério da Saúde.
Segundo o documento, o esquema vacinal contra a pólio passará a ter três doses de VIP, aplicadas aos dois, quatro e seis meses de idade, além de dois reforços, um aos 15 meses e outro aos quatro anos.
“A criança, junto dos responsáveis, podem ser pai e mãe, avô e avó, tio ou tia, deve ir até uma das 38 mil salas de vacina distribuídas no Brasil. É só ir portando o documento do pequeno e o calendário de vacinação, para que ele receba o reforço conta a pólio”, orientou Eduardo.
Cobertura
A cobertura contra a poliomielite chegou a 91% no Espírito Santo em 2025, segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa-ES). Já o esquema básico da imunização contra a doença atingiu 90% do público-alvo.
“Nós tivemos uma melhora das coberturas vacinais do público infantil nos últimos três anos. Mas a meta é alcançar 95%, e para isso, disponibilizamos para a população mais de 800 salas de vacinação”, destacou Danielle Grilo, referência técnica do Programa Estadual de Imunizações (PEI).
Cada caso será avaliado individualmente: “Vamos avaliar a idade da criança e se ela recebeu algum reforço ou não”, disse Danielle.
Esquema completo
Imunização da filha está em dia
A gerente de vendas Gessica da Silva Santos Costa, de 32 anos, afirma que já completou o esquema vacinal da filha, Liz Santos Costa, de 1 ano e 10 meses, contra poliomielite.
“Minha filha já tomou as doses recomendadas, só falta o reforço, que ela vai tomar quando completar a idade”, afirmou.
Gessica conta que a bebê tomou todas as imunizações do calendário vacinal: “Melhor um efeito colateral das vacinas do que um vírus que pode matá-la”.
Saiba Mais
Dose de reforço
- A partir de 3 de agosto, a aplicação da dose de reforço da vacina contra a poliomielite será retomada em todo o Brasil, em crianças de quatro anos de idade.
- A medida será incorporada novamente ao Calendário Nacional de Vacinação Infantil, segundo anúncio do Ministério da Saúde.
- A decisão decorre diante da necessidade de ampliar a proteção contra a doença e reforçar a cobertura vacinal no País.
Como será
- O esquema vacinal contra a pólio vai passar a ter três doses da vacina inativada poliomielite (VIP), aplicadas aos dois, quatro e seis meses de idade, além de dois reforços, um aos 15 meses e outro aos quatro anos.
- 38 mil salas de vacinação estão distribuídas no Brasil, e 800 no Espírito Santo.
- Para conferir os endereços de vacinação mais próximos, no Estado, basta acessar a opção “Sala de Vacina”, no site: www.vacinaeconfia.saude.es.gov.br.
Cobertura vacinal
- 91,63% foi a taxa de cobertura vacinal do reforço contra a pólio em 2025 no Espírito Santo, e de 90,45% para o esquema básico de imunização contra a doença.
- Os índices indicam queda em relação aos resultados de 2024, ano em que foram obtidos 93,40% para o reforço e 93,66% para o esquema básico de vacinas.
- As taxas obtidas em 2023 foram de 82,98% e 87,73%, respectivamente.
- 95% é a meta da cobertura vacinal contra a poliomielite para o público infantil.
Poliomielite
- A doença tem grande possibilidade de disseminação, motivo que torna necessário alcançar altas taxas de coberturas vacinais, além de vigilância ativa da doença.
- Os sintomas iniciais são semelhantes a uma gripe, e a maioria dos casos são assintomáticos. Porém, a pólio pode deixar sequelas motoras, levar ao desenvolvimento de paralisia infantil, e até ocasionar a morte, devido à paralisia dos músculos respiratórios.
- A cada 200 crianças infectadas, uma pode desenvolver paralisia flácida aguda, que afeta, principalmente, crianças.
- A vacinação é a única forma de prevenção à doença, que corre o risco de ser reintroduzida no Brasil.
- O último caso de poliomielite registrado no País foi em 1989 e, no Espírito Santo, em 1987.
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