Paciente que recebeu polilaminina diz que leva vida normal: "Sou independente"
Bruno Freitas, que ficou tetraplégico após acidente de carro e recebeu a polilaminina, contou sua história em evento da Multivix
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Dormir durante uma viagem de carro e acordar tetraplégico foi impactante para o bancário Bruno Freitas, de 31 anos. Após um acidente em 2018, ele perdeu os movimentos do pescoço para baixo e ouviu dos médicos que seria dependente pelo resto da vida. “Eu dormi e acordei tetraplégico. Foi um choque de realidade”.
A recuperação, no entanto, começou a surpreender em poucos dias. “Três semanas depois, consegui mexer o dedão do pé. Foi um movimento sutil, mas trouxe esperança”, contou Bruno, que passou por cirurgia na época e foi o primeiro paciente no País a receber a polilaminina, uma substância produzida a partir de uma proteína extraída da placenta.
Ele participou no domingo (29) do Multivix Med Summit 2026, realizado no Steffen Centro de Eventos, na Serra, onde contou a sua história para cerca de 1.500 pessoas, entre alunos, docentes e especialistas, que participaram do evento.
“Hoje, 8 anos depois do acidente, sou independente. Trabalho, faço musculação, consigo fazer trilha e dirijo. Tenho pequenas sequelas, mas levo uma vida normal”.
Integrante da equipe de pesquisadores da polilaminina, liderada pela professora Tatiana Coelho Sampaio, o médico Olavo Franco explicou que a medicação ainda está em fase experimental, mas apresenta resultados promissores.
“O estudo piloto teve um resultado bem promissor. Ele não é definitivo, mas é um indicativo importante”, afirma.
Segundo ele, a pesquisa agora entra em uma nova fase. “Vamos iniciar um estudo regulatório autorizado pela Anvisa, que é necessário para avaliar a eficácia e a segurança da medicação”, detalha.
Hoje, o uso ocorre apenas em condições específicas, como o chamado uso compassivo. Nesses casos, seis pacientes já receberam a substância no Espírito Santo, enquanto no Brasil são cerca de 40.
Assim como a polilaminina, outras novidades estão transformando a medicina em todo o País.
Diretora e mantenedora da Multivix, Patrícia Penina diz que o futuro da medicina exige equilibrar inovação e humanização.
“A medicina está passando por grandes transformações, com muita tecnologia e Inteligência Artificial, mas o médico precisa estar integrado com o paciente”.
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