Nova tecnologia no Estado para tratar arritmia cardíaca
Sistema Volt PFA é utilizado no tratamento da fibrilação atrial, possibilitando maior precisão e recuperação mais rápida do paciente
Chegou ao Espírito Santo a tecnologia Volt PFA, um sistema inovador voltado para o tratamento da fibrilação atrial, considerado o tipo de arritmia cardíaca mais comum. Os primeiros procedimentos no Estado foram realizados nesta semana no Hospital Santa Rita, em Vitória.
De acordo com especialistas, o Volt PFA é um avanço que trata a fibrilação atrial com mais precisão, menor tempo de cirurgia e recuperação mais acelerada para o paciente. O sistema utiliza pulsos elétricos de alta energia para atuar de forma seletiva no tecido do coração responsável pela alteração do ritmo cardíaco.
O eletrofisiologista Fabricio Vassallo participou da cirurgia, na última quarta-feira, e explicou que a fibrilação atrial é uma arritmia que se inicia nas veias que trazem o sangue rico em oxigênio do pulmão para o coração.
“Quando ocorre essa arritmia, precisamos quebrar o circuito e permitir que o coração retome o ritmo normal. No método tradicional, fazemos isso por meio de um cateter que aplica calor ou frio, criando ponto por ponto em volta da veia, até fechar um círculo completo”.
Vassallo explica ainda os objetivos com o Volt PFA: “A ideia é operar o paciente pela manhã e, até as 18h, ele receber alta. Essa tecnologia também nos permite fazer uma sedação consciente, sem a obrigatoriedade da anestesia geral”.
Já Leticia Baltazar, gerente-geral da divisão de eletrofisiologia da Abbott, empresa de saúde global que conduz pesquisas inovadoras, explica como funciona o novo sistema.
“Antes, esse tratamento era feito com calor ou frio, e isso podia atingir partes vizinhas do coração. Já o campo pulsado usa pulsos elétricos, de frações de segundo, que agem nas células do coração que estão causando o problema”.
Ela ainda explicou que, com o Volt, é possível mapear, estimular e fazer a ablação com o mesmo cateter, reduzindo as trocas de dispositivos durante o procedimento.
Saiba mais
O que é e como funciona a ablação?
A ablação cardíaca para fibrilação atrial é um procedimento minimamente invasivo feito por cateter para bloquear os sinais elétricos irregulares do coração e restaurar o ritmo normal.
A fibrilação atrial é a arritmia cardíaca mais comum, caracterizada por batimentos rápidos e desorganizados nas cavidades superiores do coração (átrios).
Como funciona o procedimento?
O sistema Volt Pulsed Field Ablation (PFA) utiliza pulsos elétricos de alta energia para atuar de forma seletiva no tecido cardíaco responsável pela alteração do ritmo cardíaco.
Com um único cateter, os especialistas podem realizar etapas importantes do tratamento, como mapeamento e ablação, reduzindo a necessidade de troca de dispositivos durante o procedimento.
Duração do procedimento
a cirurgia dura, em média, 60 minutos. Esse é o tempo estimado pelos especialistas para a realização do procedimento nas artérias cardíacas.
Os eletrofisiologistas pretendem começar a cirurgia ainda pela manhã para que o paciente receba alta até as 18 horas do mesmo dia, caso não haja complicações.
A recuperação completa leva de 10 dias a duas semanas, segundo especialistas. Em quatro dias, o paciente será liberado para dirigir. E, em até 15 dias, ele poderá voltar a praticar atividades físicas.
Os especialistas explicam que, com o Volt PFA, não será obrigatória a anestesia geral.
Fonte: Especialistas consultados.
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