Médicos explicam nova versão da caneta para a perda de peso
Novidade permite que o paciente utilize uma mesma caneta para mais de uma dose, ao contrário do modelo tradicional, de uso único
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Uma versão do Mounjaro – agora multidoses – foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pode facilitar o tratamento de quem usa a medicação para diabetes tipo 2 ou para obesidade.
A principal mudança, segundo especialistas, está no formato, podendo facilitar o tratamento. Desenvolvido pela Eli Lilly, o Mounjaro Multidose ou KwikPen permite que o paciente utilize uma mesma caneta para aplicar mais de uma dose, correspondendo ao tratamento mensal.
Atualmente, as canetas são de dose única, em embalagens contendo quatro, o equivalente a um mês de tratamento.
“A grande questão é que a pessoa poderá usar a mesma caneta diversas vezes, ou seja, terá quatro doses e poderá ser usada durante um mês. Isso facilita adesão e transporte, sem que o paciente tenha de carregar, por exemplo, se for viajar, muitas canetas. Essa terá várias dosagens, que serão ajustadas pelo médico. Serão doses equivalentes ao que já temos hoje”, destacou a endocrinologista Mariana Guzzo.
As doses disponíveis são de 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg, 10 mg, e mais recentemente 12,5 mg e 15 mg, que começaram a chegar às farmácias do Brasil neste mês.
A endocrinologista Flávia Tessarolo explica que uma das possibilidades que a nova versão pode trazer é o ajuste de tratamento. Ela explica que há casos em que o paciente inicia o tratamento com 2,5 mg e ao aumentar para 5 mg acaba não tolerando o aumento, ficando com três canetas sem uso.
“Para esses pacientes que não toleram os aumentos, conforme os estudos demonstram e a bula recomenda, uma caneta que permite titular as doses entre uma e outra possibilita fazer dose 'quebrada'. Para esses pacientes vai ser interessante. Mas isso sempre tem de ser feito com acompanhamento e orientação médica”.
A endocrinologista Mariana Guerra destaca esse modelo é seguro porque tem marcado até onde o paciente deve girar o contador da caneta para colocar a dose prescrita, como já se faz, por exemplo, com insulina.
“A insulina também tem a graduação e o paciente gira, coloca um número e aplica com segurança. É uma caneta segura”.
Por nota, a Lilly informou que aguarda a precificação do novo dispositivo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) para comercialização.
Saiba Mais
Aprovação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de uma nova versão do Mounjaro, medicamento indicado para o tratamento do diabetes tipo 2 e obesidade. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e o registro foi concedido à farmacêutica Eli Lilly do Brasil.
Nova versão
A principal novidade é a versão multidose, também chamada de caneta única ou KwikPen. Diferentemente do modelo atual, em que cada aplicação exige uma caneta descartável, a nova versão permite múltiplas aplicações com o mesmo dispositivo. Na prática, a caneta contém quatro doses da mesma concentração, sendo utilizada ao longo de um mês.
A aprovação contempla seis diferentes concentrações do produto, todas em solução injetável de aplicação subcutânea. As doses serão comercializadas nas concentrações contrações: 2,5 mg; 5 mg; 7,5 mg; 10 mg; 12,5 g e 15 mg.
A versão multidose, apesar de exigir mais técnica, pode ser mais prática no dia a dia, principalmente por concentrar várias doses em um único dispositivo. A escolha entre os modelos deve ser individualizada, levando em conta as preferências e necessidades do paciente.
Diferenças
Atualmente, o medicamento é comercializado em canetas de dose única, em que cada aplicação exige o descarte do dispositivo. Esse modelo é considerado mais simples, pois o paciente apenas destrava e aplica, sem necessidade de ajuste.
Já a caneta multidose exige que o paciente selecione a quantidade a ser aplicada, o que demanda um pouco mais de atenção e técnica. Por outro lado, oferece mais flexibilidade e reduz o número de dispositivos descartados.
Impacto no tratamento
A nova versão pode trazer benefícios importantes, especialmente para pacientes que têm dificuldade em tolerar o aumento das doses. Como o tratamento geralmente começa com 2,5 miligramas e evolui gradualmente, alguns pacientes apresentam efeitos adversos ao subir a dose.
Com a caneta multidose, existe a possibilidade de realizar ajustes intermediários, permitindo uma progressão mais lenta.
No entanto, essa prática não está descrita em bula e é considerada uso off-label, devendo ser feita apenas com orientação médica.
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