Esperança para 28 pacientes que receberam aplicações de polilaminina
Até o momento, esse é o total de pessoas que receberam aplicações de polilaminina, via judicialização, para tratar lesões medulares
Siga o Tribuna Online no Google
Em 2018, aos 23 anos, o jovem Bruno Drummond de Freitas sofreu um grave acidente de carro, que causou lesão cervical completa e deixou-o sem movimentos. Porém, ele passou a integrar o estudo acadêmico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e recebeu a aplicação da polilaminina.
Meses mais tarde, após muita fisioterapia, além da polilaminina, Bruno já conseguia andar e hoje leva uma vida ativa. Esse exemplo de recuperação impulsionou 57 pedidos ao laboratório Cristália, por meio de judicializações, para o uso compassivo da polilaminina. Até o momento, 28 aplicações foram realizadas, segundo o laboratório informou por nota. No Espírito Santo, cinco pacientes receberam a substância.
O uso compassivo é uma autorização especial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que permite que pacientes com doenças graves ou sem alternativas terapêuticas possam acessar medicamentos ainda em fase experimental ou sem registro definitivo.
No caso da polilaminina, segundo o laboratório, ela pode ser disponibilizada sob uso compassivo para pacientes que se enquadram no protocolo determinado e que não têm outras opções, mediante avaliação e autorização dos órgãos regulatórios competentes.
Até então, o uso era disponibilizado por meio de decisão judicial. Porém, na última semana, durante entrevista coletiva no Palácio Anchieta, com integrantes do Laboratório Cristália e com a cientista Tatiana Sampaio, o governador Renato Casagrande e o vice-presidente do laboratório, Rogério Almeida, informaram que, agora, não será mais necessário recorrer à Justiça para fazer uso da substância.
O tratamento com polilaminina demonstra melhores resultados quando administrado nas primeiras 72 horas após a lesão medular, pois esse é o período crítico em que o processo inflamatório e a degeneração tecidual ainda estão em curso. Após esse prazo, a formação de cicatrizes e outros processos biológicos podem dificultar a eficácia do medicamento.
No caso das lesões com mais de 90 dias (chamadas crônicas), o laboratório está conduzindo estudos experimentais em animais para definir como, e se, o tratamento poderá ser realizado em humanos.
O Número
57 pedidos judiciais foram feitos para uso da polilaminina
MATÉRIAS RELACIONADAS:
Comentários