ES já registrou três mortes por dengue neste ano
O Espírito Santo acumula também em 2026 cerca de 29 mil notificações da doença, com mais de 10 mil casos confirmados
O Espírito Santo já registrou três mortes por dengue em 2026, segundo o painel de Monitoramento das Arboviroses, disponibilizado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN). Além dos óbitos confirmados, o Estado acumula 29.352 notificações da doença no ano, com mais de 10 mil casos confirmados.
Apesar do número, o infectologista Lauro Pinto avalia que o cenário atual está distante do observado durante a epidemia de 2024 e não representam algo fora do esperado para o período. Mesmo assim, os números exigem atenção.
A recomendação é permanecer atento aos sinais de agravamento da doença. Segundo o especialista, a hidratação é uma das medidas mais importantes durante a infecção.
“A recomendação é ingerir cerca de 60 ml de líquido por quilo de peso corporal ao dia. Isso ajuda a reduzir o risco de complicações e auxilia na recuperação do paciente”.
A infectologista Rubia Miossi ressalta que a dengue continua circulando durante todo o ano no Espírito Santo devido às características climáticas da região. “O vetor da doença ocorre praticamente o ano inteiro. Como não temos períodos prolongados de frio intenso, capazes de interromper a proliferação do mosquito, a circulação do vírus acaba sendo contínua”.
No ranking por cidade, a Serra lidera o total de registros, com 1.663 casos confirmados, seguida por Vila Velha, que contabiliza 1.342. Os dados são atualizados diariamente pelas autoridades de saúde.
O cenário atual ocorre em meio à baixa cobertura vacinal contra a doença, o que preocupa Rubia. Segundo ela, o público-alvo costuma frequentar menos os serviços de saúde e depende de estratégias específicas para ser alcançado pelas campanhas de imunização.
Ainda segundo ela, não é possível relacionar diretamente o número de casos à baixa adesão à vacinação, já que a população mais atingida pela dengue não é a mesma contemplada atualmente pela vacinação gratuita oferecida pelo SUS.
“A faixa etária que mais adoece não é a que está sendo vacinada. A vacina disponibilizada pelo SUS é voltada a crianças com idades entre 10 e 14 anos, enquanto a maior incidência da doença tem ocorrido entre adultos e jovens”, explica.
Os números
- 29.352 notificações neste ano
- 10.176 casos confirmados em 2026
Saiba Mais
Dengue no Espírito Santo
- Diferentemente de regiões que enfrentam períodos prolongados de frio, o Espírito Santo mantém temperaturas elevadas durante grande parte do ano.
- Esse cenário favorece a sobrevivência e a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.
Quem pode ser vacinado?
- Atualmente, a vacina contra a dengue oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Espírito Santo é destinada a crianças de 10 a 14 anos.
- O esquema vacinal é composto por duas doses, aplicadas com intervalo de três meses.
Sintomas da dengue
- Febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares, dores nas articulações e mal-estar intenso.
- No entanto, alguns sinais podem indicar agravamento do quadro e exigem atenção imediata, como dor abdominal forte e persistente, vômitos frequentes, dificuldade para ingerir líquidos, tontura, queda de pressão e sensação de fraqueza extrema.
- A orientação é procurar uma unidade de saúde assim que surgirem sintomas como febre associada a dores no corpo, na cabeça ou nas articulações.
- O atendimento precoce permite a realização dos exames necessários para confirmar o diagnóstico e acompanhar a evolução da doença.
- Caso apareçam sinais de alerta, como vômitos persistentes, dor abdominal intensa ou dificuldade para se hidratar, o retorno ao médico deve ser imediato.
Como prevenir?
- A principal forma continua sendo pelo combate à reprodução do mosquito vetor.
- É importante eliminar qualquer recipiente que possa acumular água parada, como vasos de plantas, pneus, garrafas, baldes e calhas entupidas.
- O uso de repelente também é recomendado, principalmente para crianças, idosos e pessoas que vivem em áreas com circulação do vírus.
- A participação da população é considerada fundamental para reduzir a proliferação do Aedes aegypti e evitar novos casos da doença.
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