Dia Mundial do AVC: o que comer para proteger o cérebro?
Veja 7 alimentos que ajudam a proteger o cérebro e entenda como a dieta mediterrânea pode reduzir fatores de risco
No Dia Mundial do AVC, celebrado esta semana, especialistas chamam a atenção para um ponto que vai além do consultório: o que vai ao prato todos os dias pode influenciar fatores diretamente ligados ao risco de acidente vascular cerebral.
Embora o controle da pressão arterial, a prática de atividade física e o acompanhamento médico estejam entre as recomendações mais conhecidas, a alimentação também tem papel relevante na prevenção, por impactar hipertensão, colesterol elevado, diabetes e obesidade.
Entre os padrões alimentares mais estudados por benefícios cardiovasculares está a dieta mediterrânea, baseada no consumo de alimentos in natura como vegetais e oleaginosas (castanhas, sementes, abacate e azeite) e na redução de produtos ultraprocessados.
De acordo com a nutricionista da MedSênior, Giselli Prucoli, os alimentos presentes nesse padrão reúnem nutrientes que atuam em diferentes mecanismos associados à saúde dos vasos sanguíneos. “É um padrão alimentar rico em fibras, antioxidantes e gorduras insaturadas. As fibras ajudam no controle do colesterol e da glicemia, enquanto as gorduras saudáveis favorecem a saúde cardiovascular. Já os antioxidantes contribuem para combater o estresse oxidativo, que está relacionado ao desenvolvimento de diversas doenças crônicas”, explica.
A conexão entre o coração e o cérebro
Apesar de acontecer no cérebro, o AVC está ligado a fatores de risco cardiovasculares. O problema pode ocorrer quando um vaso que irriga determinada área cerebral é obstruído, caracterizando o AVC isquêmico, ou quando há o rompimento de um vaso sanguíneo.
O neurologista da MedSênior, Victor Saadeh, destaca que manter os vasos saudáveis é essencial para reduzir o risco. “O cérebro depende de uma circulação sanguínea adequada para receber oxigênio e nutrientes. Condições como hipertensão e aterosclerose comprometem essa circulação e aumentam o risco de AVC. Uma alimentação equilibrada ajuda a controlar esses fatores e, por isso, faz parte das estratégias de prevenção”, afirma.
Como adaptar a dieta mediterrânea à mesa brasileira
Giselli Prucoli ressalta que a dieta mediterrânea não é uma fórmula capaz de impedir o AVC, mas há estudos que associam seus alimentos a melhores indicadores de saúde cardiovascular e à redução do risco de eventos vasculares.
Ela reforça que não é necessário consumir produtos caros ou importados para seguir esse padrão. Segundo a nutricionista, itens comuns na alimentação brasileira podem compor escolhas mais protetoras, como feijão, frutas, verduras, legumes, peixes, castanhas e cereais integrais.
Pontos que costumam aparecer nas recomendações dos especialistas incluem:
- Priorizar alimentos in natura e minimamente processados
- Reduzir ultraprocessados no dia a dia
- Variar fontes de fibras, antioxidantes e gorduras insaturadas
- 7 alimentos que ajudam a proteger o cérebro
- Azeite de oliva: fonte de gorduras monoinsaturadas, que contribuem para a saúde cardiovascular.
- Peixes: especialmente os ricos em ômega-3, como sardinha e salmão, associados a benefícios para o coração e os vasos sanguíneos.
- Frutas vermelhas e roxas: morango, uva e outras frutas fornecem compostos antioxidantes.
- Vegetais verde-escuros: couve, espinafre e brócolis oferecem fibras, vitaminas e minerais importantes para o organismo.
- Castanhas e nozes: contêm gorduras insaturadas, fibras e outros nutrientes benéficos à saúde cardiovascular.
- Feijão e outras leguminosas: fontes de fibras e proteínas vegetais, ajudam no controle metabólico e podem integrar uma alimentação protetora.
- Cereais integrais: aveia, quinoa, arroz integral e outros grãos fornecem fibras que auxiliam no controle do colesterol.
Por fim, os especialistas lembram que nenhuma dieta deve ser adotada sem orientação profissional. Apesar de padrões como a dieta mediterrânea estarem associados a benefícios cardiovasculares, as necessidades nutricionais variam de pessoa para pessoa.
Antes de mudanças significativas na alimentação, a recomendação é buscar acompanhamento nutricional para garantir escolhas equilibradas e seguras.
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