Vitória terá sua 1ª prefeita da história
Lorenzo Pazolini anunciou que deixa o cargo para disputar a eleição, e a vice Cris Samorini assume no sábado a prefeitura
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A vice-prefeita de Vitória, Cris Samorini (PP), seguirá no cargo até o próximo sábado (4), quando assumirá a prefeitura da capital. Ela substituirá Lorenzo Pazolini (Republicanos), que anunciou nessa quarta-feira (1º) a renúncia.
Com isso, Cris Samorini se tornará a primeira prefeita da história de Vitória. Nos últimos meses, ela vem se inteirando cada vez mais da gestão, enquanto Pazolini tem defendido o apoio de diferentes setores econômicos à nova prefeita após a posse.
Nos bastidores, Cris já vinha sendo preparada para o cargo e é vista como uma gestora técnica e com boa capacidade de diálogo — inclusive pela oposição, segundo apuração da reportagem.
A renúncia de Pazolini passa a valer a partir de sábado, embora tenha sido protocolada na quarta na Câmara de Vitória. O documento foi lido pelo presidente da Casa, Anderson Goggi (Republicanos).
“Conforme o fundamento do artigo 109 da Lei Orgânica de Vitória, me dirijo ao presidente Goggi para, de forma expressa, solene, irrevogável e irretratável, apresentar minha renúncia ao cargo de prefeito, com efeitos a partir do dia 4 de abril de 2026”, escreveu.
Ele acrescentou: “A decisão é formalizada em estrita observância à ordem constitucional e ao regimento jurídico aplicado à desincompatibilização para participação no pleito eleitoral”.
Embora não tenha citado diretamente, a principal intenção de Pazolini é disputar o Palácio Anchieta, algo também defendido pelos seus principais aliados.
A partir de sábado, será aberta a vacância do cargo, que será ocupado por Cris, com posse a ser realizada em sessão solene pela Câmara Municipal. Momentos após a leitura do documento, Pazolini confirmou seus planos durante um evento no bairro Jardim Camburi.
“Vamos pedir licença à cidade por um tempo para seguir em um novo desafio e cuidar de mais pessoas. Foi uma decisão difícil, mas consultei primeiro minha mãe, que é o alicerce da nossa família. Ela me disse para seguir em frente, que Deus continuará abençoando a jornada. Entendemos que era o momento de encarar outro desafio”, afirmou.
Nos próximos dias, a tendência é de que Pazolini intensifique suas agendas, sobretudo no interior do Espírito Santo.
Pazolini ganha o apoio do PSD
O prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos (PSD), que também preside o partido em nível estadual, era a “última peça solta” no quebra-cabeça eleitoral deste ano.
O mistério, porém, acabou. Nessa quarta, após o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), ter comunicado sua renúncia, ambos se encontraram para um café da manhã, no aeroporto de Vitória. Por lá, houve a definição.
Renzo chegou a acenar para o grupo do governo nos últimos meses, inclusive tendo algumas reuniões no Palácio Anchieta. Mas, a tendência era que ficasse com Lorenzo Pazolini, seguindo determinações do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab.
“Tenho admiração e apreço pessoal por Ricardo Ferraço, com quem sempre tive excelente diálogo, e respeito o legado que ele e seus aliados consolidaram. Entretanto, as orientações partidárias, em alinhamento com Kassab, nos aproximam do Republicanos. Eu e Pazolini temos longa trajetória juntos. Fomos deputados no mesmo período, nos tornamos prefeitos e, lado a lado, defendemos uma nova forma de fazer gestão pública”, comunicou Renzo.
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