PF prende pela segunda vez Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj
Motivos da medida cautelar não foram divulgados
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O ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) Rodrigo Bacellar (União) foi preso pela Polícia Federal nesta sexta-feira (27) pela segunda vez, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Além da prisão, a PF cumpriu um mandado de busca e apreensão. Os motivos da medida cautelar não foram divulgados.
Bacellar já havia sido preso em dezembro, sob suspeita de vazamento de informações sobre a operação que tinha como alvo o ex-deputado TH Joias, ligado ao Comando Vermelho. Os dois foram denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República).
Em nota, a defesa do ex-deputado disse desconhecer os motivos da decretação da nova prisão.
"Ainda assim, a classifica como indevida e desnecessária, já que nosso cliente vinha cumprindo fiel e completamente todas as medidas cautelares impostas. Portanto, irá contestar e recorrer para que seja revista e revogada o quanto antes", diz a nota, assinada pelos advogados Daniel Bialski e Roberto Podval.
O ex-deputado estava sob monitoramento de tornozeleira eletrônica. Recentemente, a Justiça Federal tentou notificá-lo da denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República), mas ele não foi localizado em seu endereço residencial na zona sul do Rio de Janeiro. A defesa protocolou nesta semana esclarecimento de que ele se encontrava em sua casa de campo, em Teresópolis.
Procurado por meio de mensagem, o advogado Daniel Bialski, que representa o ex-deputado, não se manifestou até a publicação dessa reportagem.
Bacellar foi denunciado sob acusação de ter avisado o então deputado TH Joias que ele seria preso, na véspera da Operação Zargun, deflagrada em setembro.
A prisão de dezembro ocorreu enquanto ele ainda ocupava a presidência da Alerj. O ex-deputado foi afastado do cargo e pediu sucessivas licenças para não perder o cargo.
Bacellar só deixou definitivamente o posto nesta quarta-feira (25), após determinação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em razão da cassaçao de seu mandato por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Mesmo com a tornozeleira eletrônica, o ex-presidente da Alerj ainda mantinha alguma influência sobre alguns deputados, tendo se reunido com um grupo em Teresópolis para discutir a eleição para o comando da Assembleia.
Atualmente, os planos do ex-deputado se alinhavam a de um antigo desafeto, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD). Ambos articulavam, ainda que sem contato direto, uma oposição ao deputado Douglas Ruas (PL), que chegou a ser eleito para a presidência da Alerj, mas teve a posse anulada na Justiça.
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