Eleições 2026: Marina Silva pode disputar o Senado pelo PT
Com isso, a ministra do Meio Ambiente deve deixar a pasta para disputar o pleito. Há negociações ainda com outros dois partidos
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, vai deixar o governo Lula até abril para disputar as eleições deste ano. A decisão está tomada, mas o destino político ainda não. Marina negocia simultaneamente com PT, PSB e Psol uma eventual candidatura ao Senado por São Paulo.
Eleita deputada federal em 2022, Marina Silva, descarta disputar a reeleição na Câmara dos Deputados no pleito deste ano. O foco das conversas é uma vaga no Senado por São Paulo, onde se estuda formar uma chapa com o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). Nesse caso, a filiação de Marina ao Partidos dos Trabalhadores seria o caminho mais natural.
A definição, porém, ainda não saiu do papel. Acontece que o destino do ex-prefeito segue em aberto e Haddad também está sendo cotado para governador do Estado, apesar do entorno do Presidente preferir ele no Senado.
Marina Silva afirma a aliados que uma eventual candidatura só existiria caso respeitasse três requisitos: apoio à reeleição de Lula, construção coletiva e fortalecimento de uma frente ampla, sobretudo em São Paulo, e o fomento à agenda verde.
Atrito
Já a saída de Marina do Rede não está selada, mas a ministra perdeu espaço dentro da legenda nos últimos meses. Um atrito com a cúpula encabeçada por Heloísa Helena fez com que a chefe da pasta cogitasse mudar de sigla. A probabilidade de saída, segundo interlocutores, é cada vez maior.
O principal motivo é uma disputa em torno de uma mudança no estatuto do partido, o que aprofundou as desavenças internas – que já estavam acentuadas após o grupo de Marina perder as eleições.
A principal crítica recai sobre uma nova norma para as eleições de 2026. A regra estabelece que apenas congressistas com ao menos 2 anos de exercício efetivo no cargo terão prioridade no pleito. Na prática, a medida inviabiliza a participação da ministra, que passou os últimos anos licenciada do mandato para chefiar o Meio Ambiente.
As conversas com os três partidos estão em andamento, mas seguem inconclusas. Está mais avançada com o PSB, mas a mudança depende da possibilidade da ida de Haddad para o Senado e o resultado do processo interno na Rede.
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