Vídeo de acidente não mostra outro carro suspeito
Imagens foram entregues ao órgão na segunda-feira (18)
A Polícia Civil já teve acesso às imagens do acidente que provocou a morte da estudante de Oceanografia e passista da Unidos de Jucutuquara, Luísa Lopes, de 24 anos.
Elas foram entregues ao órgão na segunda-feira (18) e revelam uma informação importante que vai ajudar nas investigações: a de que não havia outro carro na cena do acidente.
A informação foi confirmada por fontes ligadas a área de segurança. O chefe da Divisão Especializada de Delitos de Trânsito, Lauro Coimbra, afirmou que as equipes estão empenhadas para concluir as investigações.
“Já estamos com as imagens. Elas foram entregues durante diligências, na manhã de hoje (ontem) e agora vamos dar seguimento a outros detalhes”, disse o delegado.
O caso foi encaminhado para a Delegacia de Delitos de Trânsito, no início da manhã de ontem, que vai investigar a morte da universitária. Mas de acordo com Lauro, as imagens já haviam sido solicitadas à Prefeitura de Vitória para dar agilidade no inquérito.
Agora, além de ouvir a acusada de ter atropelado a jovem, a corretora de imóveis Adriana Felisberto Pereira, de 33 anos, a polícia ouvirá testemunhas que presenciaram o atropelamento.
“Além disso, será feita uma perícia no carro envolvido no caso, que deve ser feita entre amanhã (hoje) e amanhã (quarta-feira)”, revelou o delegado.
Repercussão
Liberada após pagar fiança de R$ 3 mil, no sábado (16), a corretora de imóveis Adriana Felisberto Pereira ainda não sabe da repercussão do caso, segundo a defesa.
“A gente está preservando ela. Desde a perda do pai, ela sofreu um abalo muito grande e faz acompanhamento psicológico e psiquiátrico, com uso de psicotrópicos rotineiramente, tudo devidamente com receituários médicos”, explicou o advogado de defesa, Jamilson Monteiro Santos.
Na sexta-feira (15), após ser levada para a delegacia, Adriana se reservou ao direito de ficar em silêncio durante o interrogatório. Ela foi levada para o Centro de Triagem de Viana (CTV), onde teve o pedido de prisão preventiva substituído por medidas cautelares que devem ser cumpridas enquanto ela é investigada no inquérito.
Sendo assim, Adriana não pode sair da Grande Vitória sem avisar à justiça, frequentar bares e boates e sair de casa após às 20 horas, todos os dias da semana.
Protesto contra morte de modelo
Para pedir Justiça e homenagear a universitária Luísa Lopes, de 24 anos, morta ao ser atingida por um carro na Orla de Camburi, Vitória, amigos e familiares vão fazer um ato, no início da noite desta terça (19), no mesmo lugar onde ela perdeu a vida.
“Será um ato com manifestações culturais e principalmente para pedir justiça, pois essa pessoa que conduzia o carro não estava emcondições de dirigir um veículo”, disse uma das organizadoras do evento, Karini Bergi Albanez, 22 anos.
Além de cicloativistas, amigos e familiares, o protesto vai contar com a presença dos blocos Afro Kizomba e performance itinerante. São esperadas, aproximadamente 300 pessoas.
"Esse protesto e necessário porque a gente sabe o quanto ela era de luta. Ela nunca deixou nenhuma injustiça passar em branco”, disse a amiga Ana Beatriz, de 25 anos.
O encontro acontecerá por volta das 18h, em frente ao Clube dos Oficiais.
Emoção
A volta as aulas presenciais no curso de Oceanografia da Universidade Federal (Ufes) foi marcada por emoção e tristeza, na tarde de ontem. Pela primeira vez, após a morte de Luísa, os colegas que estudavam com a jovem se reencontraram na faculdade.
Quem passava pelo corredor do núcleo do curso, na tarde de ontem, era presenteado com uma bela e emocionante cena de solidariedade dos alunos, que juntos abraçavam para consolar uns aos outros pela morte da estudante.
“Era uma pessoa muito combativa e, ao mesmo tempo, doce. Sua voz acalmava a gente”, disse o Felipe Domingos Martinelli, 25 anos, amigo da jovem.
Os alunos também farão um saral com fotos da jovem, nesta quarta-feira (20), na universidade.
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