Três são denunciados por assassinato de idoso em Castelo
Três homens são acusados de planejar a morte de Sebastião dos Santos Ayres, o ‘Tião do Beck’, para roubar joias, dinheiro e armas
Três homens foram denunciados pelo Ministério Público do Espírito (MPES) por suspeita na morte de Sebastião dos Santos Ayres, de 69 anos à época da morte, conhecido como “Tião do Beck”. O crime ocorreu em maio de 2024, na zona rural de Castelo, no Sul do Espírito Santo e, segundo as investigações, foi planejado para roubar joias, dinheiro e armas de fogo que estavam com a vítima.
Após a denúncia, a Justiça expediu três mandados de prisão preventiva contra os envolvidos.
Sidinei Rodrigues, de 35 anos, já estava preso e foi comunicado sobre a nova ordem judicial no presídio onde se encontra. Natanael Silva de Paulo, de 47 anos, foi preso no dia 11 de setembro, em Venda Nova do Imigrante, por policiais civis da Região Serrana, após troca de informações com a Delegacia de Polícia de Castelo.
Já Jonath Gonçalves Araújo, de 40 anos, também conhecido como “Caladinho” ou “Johnny”, permanece foragido. Segundo a Polícia Civil, há outros mandados de prisão pendentes contra ele. As equipes policiais seguem realizando diligências para tentar localizar o investigado.
O crime
De acordo com informações da Polícia Civil, a vítima foi chamada para uma residência para participar de uma negociação. Após deixar o local em seu veículo, ela foi monitorada e interceptada pelos envolvidos em um trecho afastado. Sebastião foi agredido e morto com um disparo de arma de fogo na cabeça.
Após o crime, os suspeitos abandonaram o veículo, com o corpo de Sebastião, na região de Monte Alverne/Limoeiro. A placa dianteira foi retirada e os criminosos utilizaram pó de extintor no interior do automóvel, para dificultar a identificação e a localização do veículo.
Para o titular da Delegacia de Polícia de Castelo, delegado Estevão Oggione, as investigações apontaram que o crime foi planejado e executado com divisão de tarefas entre os envolvidos.
“As diligências apontaram que se tratava de uma associação criminosa estável, com divisão de tarefas e atuação voltada para crimes patrimoniais violentos de grande vulto. A investigação também identificou a ligação dos envolvidos com outros crimes praticados na região e com o acervo de armas subtraído em ações anteriores”, disse Oggione.
Os três envolvidos já eram investigados por outros crimes patrimoniais praticados na região, incluindo o furto de 14 armas de fogo de uma loja em Marechal Floriano, em abril de 2024, e o roubo a um clube de tiro em Domingos Martins, no dia seguinte, quando outras 22 armas foram levadas.
Ainda segundo a investigação, um dos envolvidos foi preso em flagrante em junho de 2024, em Venda Nova do Imigrante, com armas, silenciadores e munições. O material estava escondido em um compartimento de um móvel, que, conforme a apuração, havia sido construído por outro integrante do grupo.
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