Suspeito de sequestrar motorista de app morre após confronto com a guarda na Serra
Vítima foi mantida refém dentro do próprio carro enquanto assaltantes cometiam roubos
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Um homem suspeito de envolvimento em um assalto seguido de sequestro de um motorista de aplicativo morreu durante um confronto com a Guarda Municipal da Serra, no bairro Colina de Laranjeiras, na noite desta quinta-feira (23).
Segundo informações da TV Tribuna/Band, a ocorrência começou com o sequestro do motorista de aplicativo no bairro Oceania, também na Serra. A vítima teria aceitado a corrida solicitada por quatro homens que, após chegarem ao destino, no bairro Cidade Continental, no mesmo município, teriam anunciado o assalto. O motorista foi mantido refém por cerca de duas horas, enquanto os suspeitos circulavam com o veículo na tentativa de praticar assaltos e ameaçando a vítima com uma arma de fogo.
Em entrevista à TV Tribuna/Band, o motorista de aplicativo contou que não desconfiou dos solicitantes quando aceitou a corrida.
"Não levantou suspeita nenhuma. Quando chegou no desembarque, eles anunciaram o assalto, colocaram uma arma do meu lado e disseram que precisavam do carro para praticar roubos. Eu fiquei de refém no banco de trás, e o tempo todo eles falavam que se eu não me comportasse ou se gritasse, iriam me matar", relatou.
Após tentativas de assalto na região, os suspeitos teriam realizado o roubo de uma bicicleta elétrica. Diante das tentativas sofridas, populares acionaram a Guarda Municipal e repassaram as características do carro que estava sendo utilizado pelos suspeitos. O veículo foi localizado por agentes da corporação e, após os suspeitos desobedecerem a ordem de parada, foi iniciada uma perseguição.
Durante a ação, os suspeitos teriam efetuado disparos contra os agentes, que revidaram. Um suspeito morreu no local, e outros dois fugiram. Após a ação, o motorista foi libertado e arma usada no crime foi apreendida.
Em nota, a Polícia Civil informou que a ocorrência foi registrada como morte por intervenção legal de agente do Estado. O caso seguirá sob investigação do Serviço de Investigações Especiais (SIE) do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), responsável por apurar ocorrências de morte por intervenção legal de agente do Estado.
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