Suspeito de estuprar sobrinha de 5 anos e outra menor de 11 anos é preso
Trauma sofrido pelas vítimas fez com que elas desenvolvessem mudanças no comportamento
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Um suspeito, 29 anos, foi preso por estupro de vulnerável, em Conceição da Barra, no Norte do Estado, na manhã desta terça-feira (24). As vítimas são a sobrinha do investigado e uma outra menor, de quem ele era próximo da família. Na época do crime, elas tinham 5 e 11 anos, respectivamente.
O caso começou a ser investigado após dois boletins de ocorrência contra o suspeito serem registrados pelos responsáveis das vítimas nos dias 06 e 10 de abril de 2024.
Segundo a titular da Delegacia de Polícia de Conceição da Barra, delegada Geyce Narciza, a mãe da criança de 11 anos contou que descobriu os abusos sofridos pela menor, depois de ver relatos dela sobre o caso nas redes sociais.
De acordo com o relato, em uma das ocasiões, o suspeito entrou no imóvel da família, sob a justificativa que tomaria um café, e aproveitou que a menina estava sozinha em casa para praticar os abusos contra ela. A mãe expôs que o trauma decorrente do ato, causou graves alterações no comportamento da menor, que sofreu com episódios de automutilação e prejuízos no desenvolvimento escolar.
Os abusos contra a outra vítima, sobrinha do autor, foram descobertos pelos familiares após a menina se recusar a ficar na casa da avó, afirmando ter sofrido abusos e ameaças do tio, que forçou a menor a manter segredo sobre o que acontecia.
Conforme informado pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Civil, o suspeito foi levado à 18ª Delegacia Regional de São Mateus e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional. Contra ele, foram deferidas ordens judiciais pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Conceição da Barra, que contou com o parecer favorável do Ministério Público.
Alerta
A delegada Geyce Narciza fez um alerta em relação a importância de pais e responsáveis na prevenção desses tipos de crimes. Segundo ela, é importante que os tutores estejam atentos a mudanças de comportamento e acompanhem o uso das redes sociais.
“Pais e responsáveis precisam estar atentos a qualquer mudança de comportamento, como isolamento, medo repentino de determinadas pessoas, queda no rendimento escolar ou resistência em frequentar ambientes antes habituais. É fundamental acompanhar de perto o uso de celulares e redes sociais, manter diálogo aberto e acolhedor e, diante de qualquer suspeita, procurar imediatamente a Polícia Civil", pontuou.
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