Soldado da PM morre após ser baleado na cabeça durante abordagem no Sul do ES
Suspeito identificado como Luan de Oliveira Cleto, que estava foragido do sistema prisional, também foi baleado e morreu ainda no local
O soldado da Polícia Militar Paulo Henrique Carvalho Faccin, 28 anos, morreu, na tarde deste sábado (15), após ser atingido por um disparo de arma de fogo na cabeça durante uma abordagem em um bar no bairro São Luiz Gonzaga, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. A informação foi confirmada pelo governador do Estado, Ricardo Ferraço, em nota divulda nas redes sociais.
Na ocasião, um homem, identificado como Luan de Oliveira Cleto, que estava foragido do sistema prisional, entrou em luta corporal com o soldado e tomou a arma do oficial, efetuando o disparo e fugindo. Segundo a Polícia Militar, durante a fuga o suspeito atirou contra o soldado Grola que também realizava a abordagem.
Diante da situação, o militar reagiu e disparou contra o suspeito, que não resistiu e morreu ainda no local.
Conforme o apurado, o soldado Carvalho chegou a ser socorrido em estado grave para o hospital Santa Casa de Misericórdia, mas não resistiu aos ferimentos.
O soldado Carvalho, que integrava o 9º Batalhão da Polícia Militar, formou-se na última turma de soldados da corporação, em novembro de 2025.
Em nota, Ferraço lamentou a morte do soldado e solidariezou-se com familiares, amigos e colegas de profissão. "O Espírito Santo perde um jovem policial no cumprimento do dever. MInha profunda solidariedade aos seus familiares, amigos e a todos os companheiros de farda neste momento de imensa dor. Que Deus conforte a família do Soldado Carvalho e toda a Polícia Militar do Espírito Santo", disse.
O presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, deputado Marcelo Santos, manifestou, também por meio de nota, pesar pela morte do soldado e cobrou uma legislação penal mais rígida.
"É revoltante ver um jovem policial perder a vida no cumprimento do dever, vítima da reação brutal de um criminoso que estava foragido do sistema prisional e voltou a desafiar o Estado e a sociedade. Esse episódio precisa provocar mais do que indignação. O Brasil precisa rever com urgência uma legislação penal que, muitas vezes, é incapaz de manter criminosos perigosos longe das ruas. Não podemos aceitar um sistema em que o policial arrisca a própria vida para prender e, depois, precisa enfrentar novamente quem deveria estar atrás das grades. A lei precisa proteger quem protege a sociedade", destacou.
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