Porteiro de escola é preso suspeito de abuso e exploração sexual infantil
Celular do homem de 48 anos foi apreendido pela Polícia Civil
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O porteiro de uma escola particular, de 48 anos, foi preso por abuso de exploração sexual infantil, em um município da Grande Vitória. Ele trabalhava há três anos na instituição e foi preso um dia após o filho, de 22 anos, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.
O chefe da Divisão Patrimonial e titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos, delegado Brenno Andrade, explicou que os arquivos encontrados no celular do pai eram fotos de alunos da escola particular da Grande Vitória com o uniforme.
“Ele aproxima a imagem do jovem e dá o zoom com o telefone celular, se aproveita daquela situação, e tira uma foto do órgão íntimo do jovem, aí sim localizamos o telefone do pai”, disse.
Segundo Brenno Andrade, o porteiro falou que trabalha na escola há três anos e que havia trabalhado anteriormente em uma instituição de ensino com 16 anos como monitor.
“Mas ele não confessou o crime. Tem fotos também de adolescentes em banheiro, tanto no celular do pai, quanto no celular do filho, que deu indício suficiente para a polícia ver que se configura uma situação de abuso”, afirmou Brenno Andrade.
As fotos, segundo o delegado, foram tiradas de forma oculta em banheiros, mas neste momento da investigação não consegue afirmar que também eram tiradas dentro da escola.
Segundo o delegado, ao ter o celular apreendido, o porteiro alegou que compartilhou aquele telefone com o próprio filho dele.
“Ou seja, o pai, tentando jogar a responsabilidade para o filho. Mas essa história não convenceu a gente. Havia vários indícios de que ele realmente poderia ter tirado essas fotos enquanto trabalhava nessa escola”, disso Brenno Andrade.
O porteiro foi autuado na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos por abuso e exploração sexual infantil no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (Eca) e também pelo crime de importunação sexual.
Em seguida, ele foi conduzido ao presídio e está à disposição da justiça.
Investigação internacional
A investigação que resultou na prisão do porteiro de 48 anos e do filho dele, de 22, começou a partir de uma denúncia recebida de um órgão dos Estados Unidos, responsável por receber e angariar todas as informações relativas a abuso e exploração sexual e infantil de grandes de grandes plataformas.
Por sua vez, as informações foram encaminhadas para a Polícia Federal que então fez a distribuição para a Polícia Civil do Espírito Santo.
“As investigações foram iniciadas em fevereiro agora de 2026. Essa denúncia dava conta de que um jovem de 22 anos consumiu ou tinha nos dispositivos dele 76 imagens de abuso e exploração sexual infantil”, afirmou o delegado Brenno Andrade.
O jovem foi indentificado pela Polícia Civil capixaba e acabou preso no domingo.
Durante as buscas, na segunda-feira, o telefone do pai do suspeito foi apreendido.
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