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Polícia prende sexto suspeito de envolvimento na morte de pedreiro

| 18/06/2020 11:56 h

o pedreiro Wilson Couto do Nascimento, de 51 anos, foi executado por engano, na frente da filha de 2 anos
o pedreiro Wilson Couto do Nascimento, de 51 anos, foi executado por engano, na frente da filha de 2 anos |  Foto: Divulgação/PCES
A polícia prendeu, na quarta-feira (17), o sexto suspeito, 21 anos, do envolvimento na morte do pedreiro Wilson Couto do Nascimento, 51 anos, em Jardim Tropical, na Serra, no dia 22 de janeiro.

Contra o indivíduo havia um mandado de prisão preventiva em aberto.

“Fizemos um cerco na residência alvo da operação, e o suspeito tentou fugir pelos fundos do imóvel. No entanto, foi capturado. Com ele, apreendemos uma pistola 9 mm, de fabricação austríaca, adaptada com seletor de rajada, munições e carregadores”, disse o titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa do município, delegado Rodrigo Sandi Mori.

O suspeito foi preso no mesmo bairro onde aconteceu o crime. Ele foi encaminhado ao Centro de Triagem de Viana (CTV).

Entenda o caso

Na ocasião, um traficante rival do grupo que comanda o bairro, Renan Cleiton Gonçalves da Silva, de 21 anos, foi morto e arrastado até um lixão no bairro. Horas depois, no início da manhã, o pedreiro foi executado.

“No dia 20 de janeiro, o grupo rival foi até Jardim Tropical e matou um dos chefes da Área Verde, conhecido como Romário, na tentativa de tomar o território. Dois dias depois, o mesmo grupo voltou ao local para outro ataque”, explicou o delegado Rodrigo Sandi Mori, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (10).

Seis bandidos armados em um carro entraram no bairro, mas não esperavam que a gangue de Jardim Tropical estivesse à espreita. “Houve troca de tiros e Renan foi alvejado. Ele conseguiu se arrastar para um beco, onde foi morto à queima-roupa por uma arma de calibre 12”, disse Sandi Mori.

Como viram que não tinham como escapar, os cinco entraram no carro e fugiram. No caminho, houve confronto com a PM e dois dos suspeitos foram mortos.

Depois do ataque, um grupo de oito criminosos de Jardim Tropical se reuniu em um beco para decidir sobre outra vida. “Eles desconfiaram que Wilson estava passando informações para o grupo rival então decidiram matá-lo”, relatou o delegado.

No grupo, estavam o atual chefe do tráfico da Área Verde, de 27 anos, o gerente, de 24 anos, um traficante, de 31 anos, e duas mulheres: a companheira de Romário, de 25 anos, e a ex-mulher de Wilson, de 18 anos, com quem ele tinha uma filha.

“A mulher do Romário foi para vingar a morte do marido. Já a ex de Wilson era traficante do bairro e não tinha uma boa relação com o pedreiro. Apesar da desconfiança dos traficantes, Wilson era inocente, não tinha nenhuma relação com o tráfico, e foi morto por engano”, ponderou Sandi Mori.

Os cinco criminosos foram presos nos dias 8, 11 e 24 de maio, no próprio bairro. Eles vão responder por homicídio qualificado por motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e associação criminosa. Outros três seguem foragidos.
 

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