Polícia Civil investiga desaparecimento de investidor em Vila Velha
Luiz Gustavo Gonçalves de Castro, 51 anos, foi visto pela última vez no estacionamento de um shopping de Vila Velha, em 15 de julho
O desaparecimento do empresário do ramo de investimentos Luiz Gustavo Gonçalves de Castro, 51 anos, é investigado pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES). Dono de uma empresa de educação financeira na Praia de Itaparica, ele foi visto pela última vez em 15 de julho.
Último registro e veículo localizado
A última localização do celular apontou um shopping em Itaparica no dia 15, quando câmeras registraram o empresário deixando o estacionamento. A caminhonete foi encontrada no local no dia seguinte.
Segundo a família, ele havia informado que, na tarde do dia 15, seguiria para uma reunião no Centro de Vitória, mas não compareceu.
Clientes relatam bloqueio de contas e atrasos
Clientes afirmam que o negócio operava com day trade, compra de imóveis e negociação de joias. Com o desaparecimento, as contas dos investidores foram bloqueadas, já que apenas o empresário tinha acesso. Um mecânico, 35 anos, investidor desde 2024, relatou ter acumulado mais de R$ 73 mil em conta com rendimentos mensais.
"Tinha um comunicado oficial da empresa, falando do desaparecimento do diretor que é a peça chave dessa empresa, ele que fomentava toda a operação. Aí na segunda-feira (20), colocaram um comunicado dizendo que a empresa estava passando por um momento ímpar e que, no momento, as operações estariam paralisadas devido a isso"
Como medida preventiva, o mecânico registrou um boletim de ocorrência e disse conhecer clientes que aplicaram até R$ 3 milhões.
"Meu medo a partir desse momento quando eu fiz o boletim de ocorrência é porque a gente não tem nenhuma informação. A gente não sabe do que tá se tratando, se é um desaparecimento, realmente, se é um sequestro. Não sei, a gente não sabe. Nosso medo é para resguardar os valores que a gente tem investido lá"
Uma empreendedora, 46 anos, disse ter investido R$ 33 mil de uma herança e relatou atrasos em pagamentos antes do desaparecimento.
"Até o dia 12, dia 10, ele fazia o pagamento. E ele não fez mais esses pagamentos até então. E logo após ele não ter feito, ele desapareceu, que foi no dia 15. Só que não vieram comunicar a gente no dia 15"
O que diz a empresa
Por meio de nota, a Target23 informou que as investigações estão sendo conduzidas pelas autoridades e declarou que a empresa enfrenta um momento excepcional que impacta temporiariamente parte dos atendimentos e comunicações.
Procurada pela reportagem, a empresa afirmou, ainda, que protocolou um pedido de liminar para que a esposa do empresário assuma temporariamente a empresa e tenha acesso às contas bancárias.
Polícia investiga caso
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento na Delegacia Especializada Antissequestro (DAS) e que as apurações iniciais não indicam elementos que confirmem hipótese de sequestro, embora todas as linhas investigativas permaneçam sendo analisadas.
A corporação destacou que informações que possam contribuir na investigação de pessoas desaparecidas podem ser compartilhadas, de forma sigilosa, por meio do Disque-Denúncia 181.
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