Operação Virtude: 8 pessoas são presas por violência contra a pessoa idosa
Ação integrada apurou 194 denúncias, cumpriu 5 mandados e atendeu 232 vítimas; delegada reforça importância de denunciar
Oito pessoas foram presas, suspeitas de violência contra pessoas idosas, durante a Operação Virtude 2026, deflagrada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em junho. Polícia Civil e Polícia Militar atuaram de forma integrada para apurar 194 denúncias e cumprir 5 mandados de busca e apreensão.
De âmbito nacional, a operação promoveu ações de prevenção, orientação, proteção, investigação e repressão qualificada às violências contra pessoas idosas, com atendimento a 232 vítimas.
Balanço e órgãos envolvidos no ES
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), foram registrados 290 boletins de ocorrência, instaurados 31 inquéritos policiais, concluídos 50 inquéritos com autoria identificada, representadas 33 medidas cautelares, solicitadas 27 medidas protetivas e lavrados 17 Termos Circunstanciados.
No Espírito Santo, a operação ocorreu de forma integrada sob coordenação geral da Sesp, por meio da Gerência de Operações Integradas, com ações da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher, das Delegacias Especializadas de Atendimento à Pessoa Idosa e de outras unidades da Polícia Civil, além do apoio da Diretoria de Direitos Humanos e da Companhia Independente de Prevenção à Violência Doméstica e Proteção da Mulher da Polícia Militar.
Delegada pede denúncias e cita caso recente
A titular da Delegacia Especializada de Proteção à Pessoa Idosa (DEPPI), delegada Milena Gireli, destacou a necessidade de conscientização e de denunciar casos de violência, citando o caso recente de uma idosa que morreu após ser resgatada de uma residência em Jardim Camburi, Vitória, onde era mantida em situação de maus-tratos pelos próprios filhos.
"Essa idosa de 78 anos morava com os dois filhos e, mesmo assim, ela foi vítima de maus-tratos, de negligência e nós chegamos tarde. Infelizmente, a gente chegou muito tarde, porque ela veio a óbito. Então, eu falo assim: além da repressão, é a necessidade de conscientização, que as pessoas denunciem.
Dificuldades para registrar ocorrências
A delegada também abordou as barreiras que vítimas enfrentam para formalizar denúncias, especialmente quando o agressor é um familiar.
"A vítima, muitas vezes, ela não denuncia ou ela vai à delegacia para pedir ajuda ao agressor e não para ela, porque o agressor é a pessoa que ela mais ama, são filhos, são netos. Então ela tem muita dificuldade para realmente denunciar", pontuou a delegada
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