Operação mira grupo especializado em fraude de cidadania italiana no Sul do ES
Investigação aponta uso de documentos cartorários falsos para simular parentesco italiano e obter cidadania
Uma operação mirou uma associação criminosa suspeita de promover migração ilegal de brasileiros para a Europa por meio da fabricação e do uso de documentos cartorários falsos e/ou ideologicamente falsos. O objetivo, segundo a apuração, seria simular parentesco italiano, obter cidadania da Itália e se estabelecer “legalmente” na Europa.
A Polícia Federal informou que a ação foi deflagrada na manhã de hoje e cumpriu 6 mandados de busca e apreensão em Itapemirim (ES), Marataízes (ES), Rio de Janeiro (RJ) e Goiânia (GO).
Passaportes retidos e sequestro de bens entre as medidas
Além das buscas, também foram cumpridas dezenas de medidas cautelares diversas, como retenção de passaportes, restrições de deixar o país, indisponibilidade de valores e sequestro de bens móveis e imóveis.
De acordo com a Polícia Federal, a ação é desdobramento de outra operação deflagrada em 2021. Após essa investigação, foram colhidos indícios de que um incêndio no cartório de Itapemirim, em 2022, poderia ter sido criminoso, com a finalidade de destruir provas.
Celulares e documentos apreendidos serão periciados
Durante a operação, foram apreendidos aparelhos celulares dos investigados e documentos relacionados ao objeto da investigação. O material, segundo a Polícia Federal, será encaminhado para a perícia técnica federal e analisado para aprofundar as apurações e verificar a participação de outras pessoas.
Os investigados poderão responder por associação criminosa, promoção de migração ilegal, falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documentos falsos, peculato, corrupção ativa e corrupção passiva, sem prejuízo de outros delitos que possam ser apurados no curso das investigações.
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