Mulher encomenda a morte do irmão após suspeita de abuso infantil
Crime ocorreu no ano passado e inquérito foi concluído pela Polícia Civil
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A Polícia Civil concluiu uma investigação que revelou detalhes do assassinato de Gabriel Bandeira, de 36 anos. Ele foi sequestrado, agredido e morto a tiros em outubro do ano passado, em um crime que teria sido encomendado pela própria irmã.
No dia 1º de outubro do ano passado, dois homens encapuzados invadiram a casa onde a vítima morava, no bairro Castelo Branco, em Cariacica. Após agredirem e amarrarem o homem, o levaram para uma área de mata na zona rural de Viana, onde ele foi encontrado dois dias depois.
No dia 3 de outubro, Gabriel foi localizado amarrado de cabeça para baixo em uma árvore e com as mãos para trás. Havia sinais de tortura e diversas marcas de tiros, incluindo na cabeça e no tórax.
Até o momento, uma pessoa foi presa, identificada como Júlio Alvarenga, conhecido como "Malvadão", de 28 anos. Ele foi executor da vítima, acompanhado de um adolescente.
Já a mandante foi confirmada nas investigações como sendo a irmã do Gabriel, e um sobrinho dele, filho desta irmã. Os dois teriam sido motivados por uma conversa que tiveram com um pastor, que afirmou ter tido uma revelação que mostrava que a filha dela, uma menina de 4 anos, estava sendo abusada sexualmente dentro de casa.
O principal suspeito, para a irmã, seria Gabriel, irmão dela, motivo pelo qual ela teria encomendado o assassinato dele. No entanto, durante as investigações, a Polícia Civil não descobriu nenhum elemento que confirmasse o crime de abuso sexual.
A vítima foi sequestrada dentro de casa, mantida em um cativeiro e assassinada a tiros em uma área de mata no município de Viana.
A irmã de Gabriel negou ter encomendado a morte do dele. Já o filho dela confessou. Eles foram indiciados, mas ainda não foram alvo de pedidos de prisão preventiva. Já Júlio Alvarenga foi preso no dia 13 de fevereiro, em casa, no bairro Itapemirim, em Cariacica. De acordo com informações, ele era ligado ao TCP e liderava o tráfico de drogas nas regiões do Beco do Aranha, em Castelo Branco, e Torre, em Rio Marinho.
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