Mulher é presa em flagrante por manter laboratórios de skunk em Cariacica
Laboratórios para cultivo de um tipo de maconha possuíam sistemas de iluminação e climatização próprios
Uma mulher, de 30 anos, foi presa em flagrante, na última quarta-feira (22), após a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) localizar dois laboratórios para cultivo clandestino de “skunk” montados na casa da suspeita e em um segundo imóvel ligado a ela, em Castelo Branco, Cariacica.
Dois laboratórios e cerca de 100 pés da planta
Segundo a PCES, os ambientes tinham sistemas de climatização e iluminação próprios para a produção. No local, foram encontrados cerca de 100 pés da planta.
O chefe do Departamento Especializado em Narcóticos (Denarc), delegado Ricardo Almeida, explicou que a substância produzida no local tem teor de THC muito superior ao da maconha comum.
"O skunk é uma maconha feita de cruzamento de subespécies e, por isso, ela fica com um teor de THC bem maior, cerca de 10 vezes maior do que a maconha comum, que é aquela maconha plantada ao ar livre e é depois prensada. Segundo estudos, é cerca de 2% de THC que teria essa maconha comum, convencional, que a gente costuma ver em tablete. E o skunk é cerce de 20% de THC"
Produção sofisticada e possível atuação em grupo
De acordo com a delegada adjunta do Denarc, Fernanda Prado, o grau de “sofsticação” observado indica que o cultivo não era exclusivo da suspeita, havendo outros envolvidos, como o namorado. No segundo imóvel, também foram localizados 57 pinos de cocaína.
"A gente percebeu uma outra sofsticação também, já que eles separam as plantas machos das plantas fêmeas. A gente sabe que as plantas fêmeas, por meio da flor, têm esse THC e quando elas ficam junto com a planta macho impede a produção de THC. (...) É um grau de sofsticação considerável desse grupo criminoso que, aparentemente, pelo grau de sofsticação, não é composto apenas por essa mulher"
As investigações apuram se as drogas eram produzidas para o tráfico vinculado à facção Terceiro Comando Puro (TCP), que domina a região onde ocorria o cultivo.
Encomendas e flagrante
A prisão ocorreu após a polícia encontrar encomendas vinculadas à suspeita no imóvel. Segundo a investigação, ela usava o próprio nome para receber equipamentos do laboratório.
"Ela não era uma mera conhecedora do que estava acontecendo na casa. Ela emprestava o nome para recebimento das encomendas", afirmou Prado.
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