Morte após cirurgia plástica: laudo com as possíveis causas pode sair em 10 dias
Familiares clamam por respostas sobre o que pode estar por trás da morte de Sabrina
A morte de Sabrina Nunes Martins, 41 anos, que teve complicações após uma cirurgia plástica em uma clínica da Grande Vitória, segue sendo investigada pela Polícia Civil. Na certidão de óbito de Sabrina, segundo a família, consta “causa indeterminada para a morte (aguardando laudo)”. A Polícia Civil explicou que, pela legislação, o prazo é de 10 dias para sair laudo cadavérico, podendo ser prorrogado por igual período.
“Em casos em que são solicitados exames laboratoriais pode demorar mais, principalmente quando necessita de DNA (30 dias) e histopatológico (entre 60 a 90 dias)”, disse a Polícia Civil, por nota.
Enquanto isso, familiares clamam por respostas sobre o que pode estar por trás da morte de Sabrina. Ela deixou dois filhos, uma adolescente de 16 anos e um menino de 6 anos, e o marido, que é policial militar.
“Até agora não recebemos nenhuma explicação sobre o que pode ter ocorrido. Sabemos que Sabrina chegou ao hospital em estado gravíssimo. Vamos esperar as investigações para ver o que aconteceu”, disse um familiar, que pediu para ter o nome preservado.
Sabrina, que morava no Bairro da Penha, em Vitória, saiu de casa na última segunda-feira (06) para fazer uma cirurgia de lipoaspiração e colocar prótese de silicone nos seios em uma clínica em Vila Velha.
Familiares informaram que, após as cirurgias, Sabrina teve dificuldade de respirar e os profissionais da equipe da clínica teriam adotado procedimentos na tentativa de controlar a situação. Horas depois, ela foi transferida para um hospital particular em Cariacica, mas morreu na madrugada de terça-feira (07).
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O que diz a clínica
Na quinta-feira (09), a clínica enviou uma nota esclarecendo que “o procedimento cirúrgico ocorreu sem qualquer intercorrência, de forma que no intraoperatório todos os parâmetros se mantiveram em condições normais”.
O estabelecimento também informou que, após o término do procedimento, a paciente despertou respondendo aos estímulos e obedecendo aos comandos. “No entanto, o padrão respiratório era insuficiente para promover a extubação, apesar de realizados todos os procedimentos necessários”.
A clínica salientou que, diante do quadro pulmonar, com a intenção de realizar exames adicionais e promover a extubação de forma segura, o corpo médico decidiu pela sua transferência para hospital de maior complexidade.
Após ser sedada, a paciente, como assegura a clínica, foi transferida em estado estável, sem intercorrência no transporte.
O hospital para onde Sabrina foi transferida reafirmou, ao jornal A Tribuna, que ela deu entrada na unidade já em estado grave. “O hospital reforça terem sido realizados todos os exames e procedimentos devidos, de forma emergencial, mas o agravado do estado de saúde da paciente inviabilizou qualquer atuação do corpo clínico que fosse capaz de evitar que a paciente, infelizmente, evoluísse a óbito”, disse.
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