Líder de quadrilha que extorquia clínicas médicas e profissionais de saúde é preso
Adalberto Pussiarelli da Silva, de 56 anos, foi capturado em condomínio de luxo em Cabo Frio; Deic confirma nove casos pelo país
Suspeito de liderar uma quadrilha que extorquia profissionais da saúde e clínicas públicas e privadas em todo o país, Adalberto Pussiarelli da Silva, de 56 anos, foi preso na última quarta-feira (1º) em um condomínio de luxo em Cabo Frio, no Rio de Janeiro.
Como funcionava o golpe contra clínicas e profissionais
Segundo as investigações, o grupo ligava para clínicas menores, dizia ter ocorrido roubo ou troca de tiros com a polícia e anunciava que levaria um suposto comparsa ferido à unidade para evitar hospitais com presença policial.
As vítimas eram submetidas a medo e estresse com ameaças e recibiam fotos de armas enviadas pelos criminosos, que exigiam transferências bancárias para desistirem da ida, com pedidos entre R$ 500 e R$ 900.
"O que torna isso mais grave, uma extorsão, é que porque ele usava, além da enganação, do engodo, ele usava ameaça de uma grave violência contra as pessoas, era morte, invasão, 'nós vamos tomar o postinho'. Então, assim, isso tudo agrava a conduta e o desespero. Tem pessoas ali que chegaram a passar mal, servidores da saúde que já está naquele estresse e recebe uma carga dessas, chegaram a passar mal", afirmou o superintendente de Polícia Regional Serrana, delegado Alberto Roque.
Deic confirma casos e histórico criminal
De acordo com o titular do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) de Venda Nova do Imigrante, delegado Eduardo Oliveira, pelo menos nove casos de extorsão foram confirmados. O investigado usava linhas telefônicas de diversos estados, como Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.
O delegado Oliveira informou que Adalberto possui uma extensa ficha criminal desde 1994, incluindo homicídio qualificado, latrocínio e roubo.
"Ele 'evoluiu' para usar toda essa experiência que ele tinha na violência e criou um engodo. Ou seja, ao invés de ele ir no local botar a arma na cara das pessoas, ele começou a roubar as pessoas de dentro de casa, ligando, sem risco nenhum, dentro de um ar condicionado, num condomínio de luxo", pontuou Roque.
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