Justiça revoga prisão de empresários detidos na Operação Onerado
Eles haviam sido presos no dia 26 de fevereiro após uma operação da Polícia Civil que encontrou 1.892 cartões de funcionários de empresas diversas
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A Justiça decidiu revogar as prisões preventiva e domiciliar de um casal suspeito de operar um esquema milionário de fraude e lavagem de dinheiro utilizando cartões de alimentação. Eles haviam sido presos no dia 26 de fevereiro após uma operação da Polícia Civil que encontrou 1.892 cartões de funcionários de empresas diversas.
A decisão de soltar os investigados foi realizada pela juíza Cristina Eller Pimenta Bernardo que aplicou medidas cautelares ao casal como a proibição de acessar à internet, proibição de contato com os outros investigados além da suspenção da administração de empresas ou movimentação de contas bancárias de pessoa jurídica (inclusive MEI), até o julgamento definitivo do feito.
A juíza determinou também que os investigados não poderão se ausentar de sua residência entre às 19:30h e 6:00h, em nenhum dia da semana e que também não podem se ausentar nos finais de semana e feriados.
O casal utilizará ainda uma tornozeleira eletrônica na forma e tempo informados pela SEJUS/SUBME (SUBGERÊNCIA DE MONITORAMENTO ELETRÔNICO), não podendo em hipótese nenhuma deixa descarregar por completo.
O que disse a defesa
O advogado Thiago Andrade, responsável pela defesa do casal, esclareceu que a investigada havia obtido prisão domiciliar no sábado (28), por decisão proferida em habeas corpus impetrado pela defesa durante o plantão do Tribunal de Justiça.
“Posteriormente, diante da necessidade de maior esclarecimento dos fatos e da realização de diligências destinadas à completa elucidação do suposto ocorrido, a juíza responsável pelo caso revogou a prisão preventiva do investigado e, igualmente, a prisão domiciliar anteriormente imposta à investigada”, explicou o advogado Thiago Andrade ressaltando, ainda, que os fatos serão devidamente esclarecidos no curso da instrução processual.
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