Idoso de 79 anos é preso por manter esposa em cárcere privado
Após denúncia de familiares, a polícia localizou a vítima de 70 anos trancada em casa, visivelmente abalada, no Noroeste do Espírito Santo
Um idoso de 79 anos foi preso na manhã dessa quinta-feira (30) após ser flagrado mantendo a esposa, de 70 anos, em cárcere privado no bairro Vila Luciene em Barra de São Francisco, no Noroeste do Espírito Santo. Os policiais civis tiveram conhecimento do fato após familiares da vítima denunciarem que ela estaria sendo mantida incomunicável e sob constantes ameaças dentro da residência do casal.
No momento em que chegaram no imóvel, os policiais foram recebidos pelo suspeito. Após insistirem em conversar com a moradora, a vítima foi até o encontro da equipe visivelmente abalada, chorando e pedindo para ser retirada do local. Durante a conversa, ela relatou que sofria restrições à sua liberdade de locomoção e era constantemente ameaçada pelo companheiro, que dizia que colocaria fogo nela e em seus pertences.
Durante a abordagem, o suspeito se apresentou agressivo e tentou impedir a atuação policial, afirmando que a vítima "era dele" e que os policiais não a levariam. Diante da situação de flagrante, os policiais deram voz de prisão ao investigado.
Após o resgate, a idosa e seu veículo, que permanecia na garagem da residência, foram entregues em segurança aos familiares.
A delegada da 14ª Delegacia Regional de Barra de São Francisco, Jéssica de Souza Bohrer, destacou a importância da pronta atuação das forças de segurança.
"A Polícia Civil do Espírito Santo atua com máxima prioridade para interromper ciclos de violência e salvar vidas. Casos como este reforçam que nenhuma mulher deve viver sob o medo, o isolamento ou o controle. Seguiremos firmes no combate a qualquer tipo de violência contra a mulher, garantindo o acolhimento da vítima, a pronta resposta da lei e a responsabilização rigorosa dos agressores", afirmou.
O autuado foi conduzido à 14ª Delegacia Regional de Barra de São Francisco para os procedimentos de praxe e, posteriormente, encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP), onde permanece à disposição da Justiça.
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