Homem é preso por estuprar filha, enteada e vizinha em Guarapari
Homem de 47 anos foi preso em Guarapari após ser denunciado pela filha e confessar três estupros de vulnerável
Um homem de 47 anos foi preso pela Polícia Civil em Guarapari, suspeito de estuprar a própria filha, a enteada e uma vizinha. Os abusos vieram à tona cerca de dez anos após terem ocorrido, mas a investigação só teve início no dia 15 de agosto, após a filha do suspeito denunciá-lo à polícia.
Após essa primeira denúncia, os policiais conseguiram chegar às outras duas vítimas, que apresentaram informações semelhantes e coerentes, o que ajudou a formar o conjunto de provas da investigação.
O titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança, ao Adolescente e ao Idoso (DPCAI) de Guarapari, delegado Rafael Gobbi, informou que o suspeito, ao tomar conhecimento da investigação contra ele, pediu demissão do seu trabalho com a intenção de fugir para o Maranhão.
"Então, de posse de todas essas informações que tínhamos à disposição, nós representamos pela prisão temporária desse indivíduo e também pela busca e apreensão domiciliar, considerando que ele encaminhava foto de armas para as vítimas como forma de intimidá-las a não proceder com qualquer registro criminal contra ele", explicou o delegado.
A prisão do suspeito ocorreu no dia 21 de agosto quando os policiais deram cumprimento aos mandados de prisão e busca e apreensão. No momento da prisão, o suspeito confessou os crimes cometidos contra as vítimas quando elas ainda eram crianças.
Os policiais também encontraram no imóvel do suspeito uma carabina de pressão calibre 5.5. O suspeito enviava fotos da arma para as vítimas como forma de ameaçá-las caso elas realizassem denúncia. A arma foi apreendida.
"O crime de estupro de vulnerável, em determinadas ocasiões, é de difícil comprovação, mas a gente conseguiu ainda assim, comprovar a prática desses três delitos pelos depoimentos coesos dessas três vítimas, de testemunhas que foram juntamente com elas até a sede da 5ª Delegacia Regional de Polícia, pelo armamento que foi apreendido em sua residência, considerando que já tínhamos fotografias dele, e por fim, com a confissão desse individuo, que fecha com todo o acervo probatório", concluiu o delegado Rafael Gobbi.
A conclusão do inquérito ocorreu no dia 31 de agosto quando o suspeito foi indiciado por três estupros de vulnerável e também pelo crime de ameaça. A Polícia Civil também pediu que a prisão temporária fosse convertida em preventiva por conta do risco que o suspeito representa para a sociedade.
O delegado-geral da PCES, Jordano Bruno, orientou as vítimas em caso de abuso sexual a não deixar de denunciar os suspeitos para evitar que novos abusos aconteçam.
"É fundamental, mesmo passado muitos anos, que as pessoas denunciem, porque aquela pessoa que cometeu um abuso há muitos anos, ela pode estar nesse momento cometendo abusos em relação a crianças e adolescentes e essa é uma forma de nós contribuirmos com a segurança de nossas crianças e adolescentes", disse o delegado-geral.
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