Facção tentava controlar serviço de internet em Colatina
Ação da Tropa do Urso incluiu ameaças e vandalismo, mas foi impedida pela Polícia Civil
A Polícia Civil do Espírito Santo identificou e indiciou integrantes de uma facção criminosa que tentou expandir sua atuação em Colatina, no Noroeste do Estado, para além do tráfico de drogas.
O superintendente de Polícia Regional Noroeste, delegado Arthur Bogoni, explicou que a facção, conhecida como “Tropa do Urso”, tem ligação com o tráfico de drogas e homicídios em Colatina.
“Eles praticaram um ato de vandalismo, cortando fios e ameaçando pessoas para que utilizassem a internet que eles forneceriam. Essa internet jamais foi materializada. Eles primeiro destruíram e tentaram intimidar as pessoas. Depois tentariam construir uma estrutura de fornecimento, o que não conseguiram”, disse.
O delegado-geral da Polícia Civil, Jordano Bruno, destacou que a atuação das forças de segurança impediu que a facção consolidasse qualquer tipo de domínio territorial.
“A Polícia Civil e a Polícia Militar deram uma resposta muito firme para que não se permita esse tipo de conduta no Espírito Santo. Qualquer indicativo de organizações criminosas tentando demonstrar domínio territorial terá uma resposta muito enérgica”.
As investigações apontam que os criminosos pretendiam explorar serviços de internet na região, repetindo práticas semelhantes às de milícias em outros estados.
“Pode parecer uma conduta não tão grave em um primeiro momento, mas isso pode escalar para uma tentativa de domínio territorial, algo que não vamos permitir em hipótese alguma”, destacou Jordano Bruno.
Ao todo, 10 suspeitos foram identificados e indiciados pelos crimes de dano, interrupção de serviço de telefonia e participação em organização criminosa.
A Polícia Civil informou ainda que os principais líderes do grupo, identificados como Bryan Lyrio Deolindo, 35 anos, e Hugo Henrique dos Santos, o Bunda de Urso, 28 anos, já têm mandados de prisão em aberto e são procurados.
A Polícia Civil pede apoio da população por meio do Disque-Denúncia 181 para localizar os suspeitos.
“Qualquer informação sobre organizações criminosas terá prioridade pela segurança pública capixaba”, reforçou Jordano Bruno.
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