Esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 900 milhões é investigado no ES
Operação Colosso de Areia apura suspeita de lavagem ligada a contratos públicos; Justiça autorizou 17 buscas em Vila Velha.
Um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a contratos públicos de municípios do Espírito Santo foi alvo de investigação da Polícia Federal (PF), na manhã desta quarta-feira (8).
A 'Operação Colosso de Areia' contou com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em Vila Velha.
O que as investigações apontam
As apurações indicam que os grupos investigados mantiveram contratos públicos que somam, aproximadamente, R$ 908,8 milhões entre 2017 e 2025.
Segundo a investigação, empresas de fachada teriam sido usadas para ocultar e dissimular recursos, com movimentações financeiras incompatíveis com as atividades declaradas, transferências entre pessoas jurídicas e saques em espécie.
Durante o cumprimento dos mandados, a PF apreendeu cerca de R$ 270 mil em espécie, além de veículos e documentos que serão analisados ao longo da investigação. Os fatos apurados podem caracterizar, entre outros delitos, lavagem de dinheiro, além de eventuais crimes correlatos contra a Administração Pública e o sistema licitatório, conforme o avanço das apurações e a responsabilização individual.
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