Engenheiro acusado de matar professora em Jardim Camburi vai a júri popular
Patrick Noé dos Santos Filgueira responde pela morte da esposa, Danielly Benício, ocorrida em 2017. Julgamento terá depoimentos de 25 testemunhas
O engenheiro Patrick Noé dos Santos Filgueira, acusado de matar a esposa, a professora Danielly Wandermurem Benício, será julgado pelo Tribunal do Júri, a partir das 9 horas desta terça-feira (3), no Fórum de Vitória.
O crime aconteceu em 2017, quando a vítima tinha 36 anos, no apartamento onde o casal morava, no bairro Jardim Camburi, na capital capixaba. De acordo com o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Patrick será julgado pelo crime de homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo torpe e feminicídio.
Investigação mudou rumo do caso
Inicialmente, a morte da professora foi registrada e investigada sob a hipótese de suicídio. No entanto, com o avanço das apurações policiais, o caso passou a ser tratado como feminicídio, e o marido da vítima foi apontado como acusado do crime.
Para o julgamento, foram convocadas 25 testemunhas, que deverão prestar depoimento durante a sessão. Devido ao número de pessoas a serem ouvidas e à complexidade do processo, a expectativa é de que o júri popular se estenda por vários dias.
Relembre o crime
O crime ocorreu na noite do dia 29 de dezembro de 2017, em Jardim Camburi, Vitória. Na ocasião, Patrick e Danielly, que viviam um relacionamento conturbado, tiveram um desentendimento motivado por ciúmes. Segundo a denúncia, o réu nutria um sentimento de posse e controle sobre a vítima, monitorando suas redes sociais por meio de um “clone” do aplicativo de mensagens.
Em determinado momento, Patrick resolveu sair de casa com seus pertences pessoais, acompanhado de dois familiares que se encontravam no apartamento na ocasião, dirigindo-se ao hospital em virtude de dores decorrentes de uma cirurgia que havia realizado poucos dias antes.
Mais tarde, o réu retornou, acompanhado de um parente, sob o pretexto de buscar um notebook. Após pegar o aparelho, Patrick retornou novamente ao apartamento, alegando ter esquecido alguma coisa, ficando sozinho com Danielly. Até o dia seguinte, ninguém foi visto entrando ou saindo do apartamento, como confirmam imagens da câmera de videomonitoramento.
No dia 30 de dezembro, o réu e o parente que o acompanhou na noite anterior retornaram ao apartamento, encontrando Danielly sem vida.
Patrick chegou a ser preso, mas foi solto posteriormente e seguiu respondendo ao processo em liberdade.
MATÉRIAS RELACIONADAS:
Comentários