Empresário investigado na Operação Baest sofre atentado na Serra
Carro do empresário foi alvejado por dois suspeitos encapuzados, nas proximidades da residência dele
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Um empresário de 54 anos, investigado pela Operação Baest, deflagrada pela Polícia Civil em 2025, foi alvo de um ataque a tiros na região de Jacaraípe, na Serra, na noite desta quarta-feira (11). De acordo com informações da TV Tribuna/Band, o carro do empresário foi alvejado por dois suspeitos encapuzados, nas proximidades da residência dele.
O empresário, identificado como Adilson Ferreira, é apontado como um dos principais suspeitos de lavagem de dinheiro proveniente do crime organizado, especificamente da quadrilha identificada como Primeiro Comando de Vitória (PCV).
Em entrevista exclusiva à TV Tribuna/Band, Adilson contou que teria passado o dia na praia e, ao retornar para casa, foi surpreendido pelos suspeitos ao entrar na rua da residência. Ele acredita que eles teriam permanecido no local por cerca de 4 horas, à espera de que ele aparecesse.
Os tiros acertaram a lataria do carro e o empresário escapou ileso. Ele relatou, ainda, ter gritado e fingido ter sido atingido pelos disparos para que os suspeitos acreditassem que o ataque teria sido bem sucedido.
"Quando eu curvei para chegar em casa, chegaram dois indivíduos mascarados e atiraram contra meu carro. Logo em seguida, eu abaixei e gritei, para que eles acreditassem que eles tinham me acertado. Depois eles evadiram do local. Meus vizinhos me contaram que eles ficaram na região desde cedo, me monitorando", relatou o empresário.
Operação Baest
A Operação Baest, deflagrada em maio de 2025, teve o objetivo de desarticular uma organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas. Ela operação aconteceu no Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso do Sul e em Minas Gerais, e contou com a participação de mais de 100 policiais civis de todo o Brasil.
As investigações, iniciadas em 2023, envolveram análise de grande volume de dados financeiros e patrimoniais, segundo a polícia.
Até o momento, foram 20 pessoas indiciadas por ligação com a organização, e mais de R$ 100 milhões em bens apreendidos pela polícia.
De acordo com a investigação, empresários, uma advogada e um coronel da reserva da Polícia Militar são investigados por lavar dinheiro do Primeiro Comando de Vitória (PCV). Os acusados usavam várias estratégias para “lavar o dinheiro” do tráfico de drogas. Na prática, transformavam dinheiro ilícito em lícito. A principal era pegar uma “grande quantia” de dinheiro, pulverizar em diversas contas menores e depois aglutinar esse montante em uma conta destino; ou então, comprar e vender de imóveis e veículos.
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