Dois homens são presos por envolvimento em ataque que matou jovens em Viana
Mandante do crime Carlos Alberto dos Santos Gonçalves Júnior, 38 anos, e o segundo executor Guilherme Silva Freitas, 19 anos, seguem foragidos
Dois homens foram presos durante as investigações sobre um ataque a tiros em Bom Pastor, Viana, em 13 de março, que matou Kaique Luciano Vasconselos Campos, 18, e Deyverson dos Santos Loureiro, 20. Uma jovem de 19 anos também foi baleada enquanto segurava o filho de um ano no colo.
Execução a tiros e identificação dos suspeitos
As apurações indicam que Gabriel Lopes de Souza ("Manchinha"), 26, preso, e Guilherme Silva Freitas, “Fofão”, 19, foragido, executaram as vítimas. Os jovens estavam em uma praça ingerindo bebidas com um grupo quando os atiradores chegaram em uma moto com chassi raspado e dispararam.
Imagens de videomonitoramento registraram a motocicleta usada no ataque e ajudaram na identificação dos suspeitos. Com esse material, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) auxiliou na confirmação da placa.
Em depoimento, “Manchinha” negou ser um dos executores e acusou “Fofão” e Yan Felipe Melo de Oliveira, 20, preso em flagrante com drogas em 23 de junho. No entanto, imagens mostraram que um dos atiradores usava uma camisa da seleção brasileira no dia do crime, peça que, em depoimento, “Manchinha” afirmou estar vestindo.
Mandante e vínculo com facção
As diligências concluíram que o mandante seria Carlos Alberto dos Santos Gonçalves Júnior ("Beka" ou "Bequinha"), 38, foragido no Rio de Janeiro. “Manchinha” seria gerente de “Bequinha”; ambos seriam ligados ao Primeiro Comando de Vitória (PCV) nos bairros de Santa Bárbara e Campina Grande.
O chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Viana, delegado Cleudes Júnior, apontou como principal motivação a agressão a um parente de “Manchinha” e a disputa pelo comércio de drogas na região.
"A motivação do crime surgiu, inicialmente, de que o crime teria sido praticado porque um indivíduo de alcunha CL teria sido agredido pela vítima Deyverson. E também surgiu uma informação de que o Daverson e o Kaique estavam comercializando 'lança perfume' e 'ice black' e eles não tinham autorização das lideranças para vender essa droga"
Indiciamentos
Os quatro envolvidos, tanto os dois presos quanto os foragidos, foram indiciados pelos seguintes crimes:
- Carlos Alberto dos Santos Gonçalves Júnior ("Beka" ou "Bequinha") — duplo homicídio, tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e constituição de milícia privada;
- Gabriel Lopes de Souza ("Manchinha") — duplo homicídio, tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, constituição de milícia privada, além de denunciação caluniosa (por acusar falsamente o Yan) e adulteração de sinal de veículo (raspagem de chassi da moto);
- Guilherme Silva Freitas, “Fofão” — duplo homicídio, tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e constituição de milícia privada;
- Yan Felipe Melo de Oliveira — tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas e constituição de milícia privada.
Prisão em diligências paralelas
Em outras diligências, a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) prendeu Fransksnaly Chagas Bandeira, autuado em flagrante com 138 buchas de maconha no endereço de Yan. Ele foi indiciado por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
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