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Polícia

Crimes cibernéticos: 15 vítimas todos os dias no ES

De 2024 até fevereiro deste ano, foram registradas 6.652 ocorrências, incluindo perseguições, golpes virtuais e ameaças


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Imagem ilustrativa da imagem Crimes cibernéticos: 15 vítimas todos os dias no ES
Crimes praticados por meio do uso de IA, usam deepfake, sendo possível alterar vídeo ou foto |  Foto: Freepik

De golpes que parecem comuns no mundo virtual há crimes mais sofisticados, até mesmo com uso de Inteligência Artificial (IA). É agindo assim que os chamados cibercriminosos têm feito uma média de 15 vítimas por dia no ES.

Os dados são do Painel Crimes Contra o Patrimônio e do Painel de Monitoramento da Violência Contra a Mulher, desenvolvidos pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp).

Do ano passado até fevereiro de 2025, foram registradas 6.652 ocorrências, incluindo ameaças, perseguições, golpes virtuais em vários formatos.

Imagem ilustrativa da imagem Crimes cibernéticos: 15 vítimas todos os dias no ES
“A tendência é de aumentar os crimes praticados por meio do uso de Inteligência Artificial”, diz o delegado Brenno Andrade

À frente das investigações, o titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), delegado Brenno Andrade, citou alguns exemplos, entre eles abuso e exploração sexual infantil pela internet.

O delegado disse que o Discord – plataforma de comunicação on-line que permite que os usuários conversem por meio de mensagens de texto, voz e vídeo, além de ser popular entre os jogadores de games – continua sendo usado por criminosos para envolver jovens em um submundo de violência extrema.

“Na plataforma, grupos de servidores, como são chamados, promovem também conteúdo envolvendo exploração sexual, pedofilia, cyberbullying, automutilação, maus-tratos de animais, incitação ao racismo e nazismo, ameaças de ataques na comunidade escolar”.

Chantagem

O aplicativo, por exemplo, permite que as pessoas se comuniquem em transmissões ao vivo de vídeos dentro da plataforma. Assim, a vítima passa a ser chantageada a cumprir desafios. Se não aceitar, fotos íntimas são vazadas.

Ele também citou crimes praticados por meio do uso de IA, usando o chamado deepfake, sendo possível alterar um vídeo ou foto. Por exemplo, o rosto da pessoa que está em cena pode ser trocado pelo de outra; ou aquilo que a pessoa fala pode ser modificado.

“Com a sofisticação cada vez maior dessas ferramentas, a tendência é de aumentar os crimes praticados por meio da inteligência artificial”, alertou o delegado.

Para quem foi vítima, Brenno Andrade orientou que procure a Polícia Civil. O registro da ocorrência pode ser feito em qualquer delegacia ou na Delegacia Online (https://sesp.es.gov.br/).

Caso seja possível, a vítima deve apresentar provas como o número telefônico ou e-mail utilizado para tentar aplicar o golpe.

Crimes que lideram as queixas

Golpe do WhatsApp

O “velho” golpe do WhatsApp continua sendo um tipo de fraude frequente. Em um dos exemplos, por meio de sites de compra e venda, golpistas têm acesso aos anúncios e ao número de telefone dos anunciantes. Eles se passam por funcionários dos sites e solicitam à vítima que anunciou um produto ou um código para supostamente ativar o anúncio. Trata-se do código de verificação do WhatsApp.

A vítima perde o acesso ao aplicativo após digitar o código, pois os criminosos ativam a conta do WhatsApp de determinada pessoa em outro aparelho celular.

Por meio dessa ativação, eles recuperam as conversas do histórico, acessam os contatos e pedem dinheiro aos parentes e amigos da vítima em nome dela.

Golpe do falso advogado

Os golpistas acessam virtualmente dados de processos que são públicos e estão em tramitação na Justiça. De posse de informações, eles entram em contato com os clientes se passando pelo advogado contratado ou pelo respectivo escritório de advocacia.

Como parte do plano, eles pegam uma foto do advogado geralmente nas redes sociais, em contas que são abertas, e, com essa imagem, criam uma conta no WhatsApp. Se passando pelo advogado, entram em contato com a vítima por mensagem e afirmam que ganharam a ação judicial, o que é mentira.

Na sequência, passam dados do processo e falsificam documentos da Justiça na tentativa de provar a veracidade da informação. No contato, alegam que é necessária fazer uma transferência bancária via Pix ou pedem para o cliente pagar um boleto, alegando que isso vai agilizar o recebimento da indenização, por exemplo. Após a transferência, bloqueiam o contato da vítima.

Uso de inteligência artificial

Vídeos falsos criados por IA estão sendo divulgados por criminosos nas redes sociais com a finalidade de enganar vítimas e obter vantagens ilícitas.

Uma das táticas frequentes envolve o uso de deepfakes – tecnologia que permite manipular rostos e vozes de figuras públicas para que pareçam dizer algo que nunca disseram, promovendo, por exemplo, anúncios falsos e campanhas fraudulentas.

Abusos e exploração sexual

Por meio de uma plataforma/aplicativo de comunicação gratuita (Discord) – com foco no público gamer –, criminosos têm se infiltrado para praticar abusos e exploração sexual, pedofilia, cyberbullying, automutilação, maus-tratos de animais, incitação ao racismo e nazismo, ameaças de ataques na comunidade escolar e outros crimes.

Pornografia da vingança

É um termo usado para imagens sexualmente explícitas que foram roubadas, compartilhadas ou distribuídas sem consentimento da pessoa.

A motivação do crime geralmente está atrelada à vingança após término de relacionamento, quando ex-companheiros divulgam fotos e vídeos da então namorada, noiva, esposa, por exemplo.

Perseguição

No mundo do crime, o “stalking” digital (perseguição obsessiva), “está na moda”. De forma exagerada, o autor passa a ligar repetidas vezes para a vítima, envia inúmeras mensagens, faz inúmeros comentários nas redes sociais e cria perfis falsos para driblar eventuais bloqueios.

Fonte: Polícia Civil.

Análise: “Nossa atitude nos protege dos golpes”

Imagem ilustrativa da imagem Crimes cibernéticos: 15 vítimas todos os dias no ES
Eduardo Pinheiro, especialista em tecnologia da informação

“A melhor forma de se proteger contra golpes on-line é adotar uma postura de desconfiança e atenção constante.

Evite agir por impulso diante de mensagens urgentes, ofertas imperdíveis ou pedidos emocionais. Sempre verifique a fonte da informação, questione a veracidade do conteúdo e nunca compartilhe dados pessoais ou bancários sem absoluta certeza de quem está do outro lado.

Vale lembrar que os golpistas frequentemente utilizam a técnica de engenharia social para enganar as vítimas, e só conseguimos nos proteger dessa técnica estando bem informados.

Ferramentas ajudam, mas é o nosso comportamento que nos protege dos golpes.

E por último, se for vítima, não se cale. Procure a polícia para denunciar”

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