Corretora é condenada a 28 anos de prisão por atropelar e matar ciclista em Vitória
Adriana Felisberto Pereira o direito de conduzir veículos suspenso por dois anos e deve pagar R$ 500 mil de indenização por danos morais
A corretora Adriana Felisberto Pereira, 37 anos, foi condenada, nesta quinta-feira (06), a 28 anos de prisão pelo atropelamento que matou a estudante de Ocenografia Luísa da Silva Lopes. A decisão foi proferida no segundo dia de julgamento, no Tribunal do Júri.
A condenada também teve o direito de conduzir veículos suspenso por dois anos e deve pagar R$ 500 mil, como forma de reparar os danos causados à família da ciclista.
O advogado da família de Luísa, Marcos Vinicius Sá, explicou que o Júri reconheceu o homicídio qualificado, diante de ter perigo comum e da impossibilidade de defesa da vítima, condenando a ré a 26 anos e 10 meses de reclusão por esse crime.
Além disso, Adriana foi condenada a 2 anos de detenção por conduzir veículo automotor sob a influência de álcool.
A corretora acompanhou a decisão de forma online, em casa. O advogado Marcos Vinicius afirmou que a defesa da condenada manifestou interesse em recorrer à decisão. Contudo, a prisão deve acontecer nas próximas horas, considerando que o juiz determinou a expedição imediata do mandado de prisão.
A mãe de Luísa da Silva Lopes, Adriani Luiza da Silva, afirmou que, de fato, a justiça foi feita e que a sentença permite que ela encerre um ciclo e viva o luto pela filha.
"O sentimento é de alívio, mostrando que a justiça foi feita, acreditando nessa justiça aqui. O luto a gente sabe que ele não acaba, mas esse ciclo aqui precisava ser encerrado. Eu fico com o coração um pouco mais aliviado e um pouco mais tranquilo, porque a minha preocupação e o meu sentimento era esse processo estar se arrastando e eu não conseguia viver esse luto", disse a mãe da vítima.
Adriani pountuou que a decisão é um motivo para acreditar que a justiça será feita em outros casos semelhantes ao de Luísa Lopes. "Vou procurar passar para outras famílias, porque estou em um grupo de famílias que estão em uma situação parecida, para que a gente possa ver que esses processos, eles possam, também, encerrar dessa forma", disse ela.
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