Adolescente de 14 anos é estuprada e mantida em cárcere privado na Serra
Vítima foi agredida e abusada diversas vezes pelo suspeito, que ameaçou cortar o pescoço da menina e a forçou a ingerir remédios e bebidas alcoólicas
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Uma adolescente de 14 anos foi mantida em cárcere privado por dois dias em uma residência localizada no bairro São Marcos, III, na Serra, onde estava sendo estuprada, agredida e ameaçada de morte, desde o último domingo (08). A vítima foi resgatada na terça-feira (10).
Segundo a Polícia Militar, a vítima estava no Terminal de Campo Grande, em Cariacica, quando foi atraída pelo suspeito, que prometeu ajudá-la e ofereceu roupas novas. Contudo, o homem afirmou que a menor precisaria ir com ele até sua residência para pegar as vestimentas.
Na residência do suspeito, a vítima foi surpreendida pelo suspeito ao ser segurada pelo pescoço e ameaçada de ter o pescoço cortado caso gritasse. Em seguida, a adolescente foi abusada sexualmente diversas vezes. Além disso, a menor foi agredida com socos e tapas no rosto e nas costas e forçada a ingerir remédios e bebidas alcoólicas.
Na segunda-feira (09), a menina continuou sofrendo os abusos. De acordo com a Polícia Militar, o suspeito levou a menor para uma área de mata, onde a amarrou em uma árvore e amordaçada. Na sequência, a adolescente foi estuprada novamente e abandonada no local ainda amarrada. O suspeito só retornou ao local à noite e, ao não conseguir soltar as amarras, usou um isqueiro para queimar o plástico que usou para amarrar a vítima, queimando a menor.
Conforme apurado pelo repórter Roger Nunes, da TV Tribuna/Band, a polícia foi acionada após o suspeito deixar a adolescente sozinha em casa e ela gritar por socorro. A vítima foi socorrida e levada à Unidade de Pronto Atendimento de Serra Sede, onde estiveram o Conselho Tutelar e a mãe da menor.
A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação da Delegacia de Proteção à Criança ao Adolescente e que, por envolver menor de idade, o processo deve tramitar em sigilo, em concordância com o previsto em lei.
*O Conselho Tutelar foi procurado pela reportagem mas, até a publicação desta matéria, não houve retorno. O texto será atualizado quando mais informações forem divulgadas.
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