Pernambuco registra mais de 50 mil casos suspeitos de dengue; alta é de 34,6%
Boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) também detalha dados de chikungunya e zika
Pernambuco ligou o sinal de alerta para o avanço da dengue. Segundo dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), o estado registrou 50.672 casos suspeitos da doença até o último dia 3 de outubro. O volume representa um crescimento de 34,6% no comparativo com o mesmo período de 2025.
Do total de notificações sob investigação, 11.960 casos já foram confirmados. Entre eles, 708 foram classificados como graves, o que requer atenção especial dos serviços de saúde.
Atualmente, 42 cidades encontram-se na faixa de alta incidência da doença. Outras 54 apresentam média incidência, enquanto 84 localidades registram baixo índice de notificações.
Panorama de chikungunya e zika no estado
O último boletim epidemiológico da SES-PE também atualizou o balanço de outras infecções transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Para a febre chikungunya, foram contabilizadas 7.227 notificações suspeitas em Pernambuco, com 419 casos confirmados até o momento.
Já em relação ao zika vírus, o levantamento aponta 1.328 casos suspeitos notificados no período, sem nenhuma confirmação laboratorial ou clínica até a publicação do informe.
Como controlar a proliferação do mosquito
O combate ao mosquito depende diretamente da eliminação de locais com água parada. O Ministério da Saúde orienta a população a adotar as seguintes medidas:
- Reservatórios e calhas: Certificar-se de que a caixa d’água e outros reservatórios estejam devidamente tampados. Retirar folhas ou sujeiras que possam gerar acúmulo de água nas calhas.
- Garrafas e baldes: Guardar garrafas e baldes sempre com a boca virada para baixo.
- Limpeza de escoamentos e bandejas: Realizar a limpeza periódica em ralos, canaletas e outros escoamentos. Limpar e retirar o acúmulo de água das bandejas de ar-condicionado e de geladeiras.
- Higiene de recipientes e larvas: Lavar as bordas de recipientes que acumulam água usando sabão e escova ou bucha. Ao encontrar larvas, jogá-las na terra ou no chão seco.
- Plantas e vasos: Utilizar areia nos pratos de vasos de plantas ou realizar a limpeza semanal. Retirar a água e fazer a limpeza periódica em plantas e árvores que acumulam água, como bambus e bromélias.
- Lonas e pneus: Guardar pneus em locais cobertos. Esticar bem lonas usadas para cobrir objetos como pneus e entulhos para evitar o acúmulo de água.
- Descarte de resíduos: Guardar ou jogar no lixo objetos que possam acumular água, tais como tampas de garrafa, folhas secas e brinquedos.
- Piscinas: Manter as piscinas sempre limpas.
- Uso de produtos de limpeza: Caso não seja possível eliminar as larvas ou dar o destino adequado ao recipiente, use produtos de limpeza (sabão em pó, detergente, desinfetante ou cloro) e inspecione o local semanalmente, desde que a água não seja destinada ao consumo humano ou animal.
- Apoio dos agentes de saúde: Para grandes depósitos de água e outros reservatórios de água para consumo humano, é necessária a presença do agente de saúde para a aplicação do larvicida. Solicite também o agente caso precise de auxílio na aplicação do produto.
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