Geriatra explica relação entre telas e a memória dos idosos
Evento gratuito mostra quando a perda de memória é natural do envelhecimento e quando é hora de buscar ajuda médica.
Um evento gratuito e aberto ao público vai discutir nesta quarta-feira (07.10) os sinais que indicam uma perda de memória natural da idade e os momentos que exigem atenção médica entre pessoas com 60 anos ou mais. A iniciativa é promovida pela geriatra Andrea Figueiredo.
O encontro acontece a partir das 15h, no auditório Capiba, localizado no 9º andar do Hospital Jayme da Fonte. Além do tema da memória, a programação também vai abordar os impactos do uso excessivo de celulares e computadores sobre a cognição.
Impacto emocional da perda de memória
Segundo a especialista, a percepção de que a memória está falhando pode desencadear um impacto profundo na saúde mental, afetando o bem-estar emocional, a autoconfiança e a qualidade de vida.
Nesse cenário, o uso recorrente de telas, com informações fluídas e o fenômeno das rolagens infinitas em vídeos curtos, pode trazer prejuízo ao sono e impactar no isolamento social e na depressão.
Tecnologia também pode ser aliada
Ela ressalta, porém, que nem tudo é negativo. Usada de forma equilibrada, a tecnologia também possibilita:
- Atividades educativas
- Estímulo a desafios mentais
- Fortalecimento da interação social
“Por isso, é importante que o idoso tenha cada vez mais autonomia e conhecimento, além de suporte de familiares para identificar comportamentos como isolamento, abandono de atividades físicas e problemas no sono.”
Dados sobre uso de telas entre idosos
Um estudo identificou que adultos com mais de 65 anos passam, em média, 22 horas por semana utilizando o smartphone.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a população com 60 anos ou mais foi a que apresentou o maior crescimento no acesso à internet e ao uso de celulares em 2025. A proporção de brasileiros dessa faixa etária que utilizaram a internet passou de 70,1% em 2024 para 74,5% em 2025.
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