PF acionada: relator da CPI do INSS é denunciado por suposto estupro
Lindbergh e Soraya pedem investigação; Alfredo Gaspar nega e aponta erro de identidade
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A temperatura subiu na CPI do INSS. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) levaram à Polícia Federal uma denúncia de estupro e tentativa de suborno contra o relator do colegiado, Alfredo Gaspar (PL-AL). O pedido de investigação, feito neste último 27, surge no momento em que Gaspar apresenta um relatório pedindo o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo um filho do presidente Lula.
A acusação de R$ 470 mil
Segundo os parlamentares, o crime teria ocorrido em Alagoas, há nove anos. A vítima seria uma menina de 13 anos na época. Na denúncia, Lindbergh e Soraya afirmam que o agressor pagou duas parcelas — uma de R$ 70 mil e outra de R$ 400 mil — para que a família da jovem não formalizasse o caso. Os congressistas dizem ter "fortes indícios", mas admitem não possuir provas concretas.
"Tentativa de desviar o foco"
Alfredo Gaspar rebateu com dureza. Em nota, chamou as acusações de "levianas e irresponsáveis". O deputado explicou que a história envolve um primo seu que, aos 15 anos, teve uma filha com uma mulher. Para provar a versão, Gaspar exibiu um vídeo da mãe da criança confirmando o parentesco com o primo e o pagamento de pensão. "Não tenho filho fora do casamento, não tenho amante", desabafou o relator.
"Sirigaita" e bate-boca no plenário
O clima de delegacia tomou conta da sessão. Lindbergh chamou Gaspar de “estuprador” e ouviu de volta os adjetivos “corrupto” e “ladrão”. No meio do tumulto, a deputada Bia Kicis (PL-DF) disparou o termo “sirigaita” contra a senadora Soraya. A palavra gerou protestos de Paulo Pimenta (PT-RS) e o presidente da CPI, Carlos Viana, ordenou que a expressão fosse apagada dos registros oficiais.
O desfecho no Conselho de Ética
O caso agora vai além da Polícia Federal. Gaspar protocolou uma queixa formal contra Lindbergh e Soraya no Conselho de Ética, acusando-os de calúnia. Mesmo parlamentares da base do governo, como Duarte Jr. (PSB-MA), prestaram solidariedade ao relator, criticando o que chamaram de falta de limites na briga político-partidária.
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