Lula e Trump na Casa Branca: veja as principais demandas do encontro em Washington
Presidentes discutem acordo contra o crime organizado e tarifas comerciais em visita oficial aos EUA
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou à Casa Branca para o encontro com o homônimo americano Donald Trump.
A visita teve início às 12h (Brasília) desta quinta-feira (7). Na sequência, há um período reservado para fala dos líderes com a imprensa, seguida de um almoço.
Esta é a sexta visita do petista à sede do governo americano, sendo a primeira sob Trump. Em mandatos anteriores, Lula visitou a Casa Branca em 2002 — ainda como eleito, antes de assumir o cargo —, 2003 e 2008, em encontros com o então presidente George Bush. Em seguida, em 2009, encontrou Barack Obama e, já em seu terceiro mandato, o brasileiro foi recebido por Joe Biden, e 2023.
Segurança pública e facções criminosas
Lula chega ao encontro com o republicano com duas principais demandas. Entre elas, o objetivo de apresentar um acordo para combater crime organizado e também para discutir questões relacionadas a tarifas.
A proposta brasileira para cooperação em segurança pública inclui colaboração no combate ao tráfico de armas e lavagem de dinheiro.
A busca pelo acordo acontece enquanto o governo Trump estuda designar as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como terroristas.
O Brasil trabalha para evitar a designação. Na visão do governo Lula, o rótulo abriria brecha legal para intervenções dos EUA em território brasileiro. O governo teme ainda a exploração política do tema pelos bolsonaristas durante a campanha eleitoral.
Tarifas e minerais críticos
No entanto, não é esperado que seja firmado um acordo na visita. Há uma avaliação por parte de fontes próximas a Lula que, apesar do espectro político em que ambos estão, todas as promessas de Trump sobre conversas e encontros foram cumpridas.
Além disso, na pauta do encontro estarão as investigações da seção 301 que o governo Trump abriu contra o Brasil e podem resultar em sanções e tarifas contra o país. Do lado americano, os temas prioritários devem ser a exploração de minerais críticos no Brasil e a atuação das big tech americanas no país.
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