Israel divulga imagens e garante que matou dois chefes do Hamas em ofensiva em Gaza
O conflito, que entrou em seu oitavo dia, já causou cerca de 3.200 mortes
As Forças de Defesa de Israel anunciaram, neste sábado (14), a morte de Murad Abu Murad, chefe da formação aérea do Hamas, em um ataque a um quartel-general do grupo. Em texto divulgado pelas Forças de Defesa de Israel, eles comemoram a morte de Ali Qadi nas redes sociais, que teria liderado o assassinato de civis numa festa há oito dias.
“Ali Qadi liderou o massacre bárbaro e desumano de civis em 7 de Outubro em Israel. Acabamos de eliminá-lo. Todos os terroristas do Hamas encontrarão a mesma gordura”, diz o texto divulgado nas redes sociais pelas Forças de Israel. No mesmo post, eles divulgam o bombardeio aéreo que teria causado a morte de Ali Qadi.
O exército israelense também teria eliminado Murad Abu Murad, um dos líderes responsáveis pelos ataques terroristas em Israel no fim de semana anterior.
Os ataques terroristas liderados pelo Hamas resultaram em um alto número de vítimas, incluindo os brasileiros Karla Stelzer Mendes, Bruna Valeanu e Ranani Nidejelski Glazer, durante um evento na rave Universo Paralello, no qual pelo menos 260 pessoas perderam a vida.
Além de Murad, Ali Qadi, outro chefe do Hamas, foi confirmado como morto pelas forças aéreas de Israel. Ele liderou um ataque terrorista nas comunidades próximas à Faixa de Gaza no fim de semana anterior. O nome não foi divulgado.
Ataques aéreos
O exército israelense realizou uma ampla onda de ataques simultâneos em dezenas de alvos militares e agentes do Hamas em toda a Faixa de Gaza, incluindo a sede operacional do grupo, responsável pelas atividades aéreas.
Esses bombardeios fazem parte da ofensiva de Israel contra o Hamas, em resposta aos ataques iniciais do grupo. O conflito, que entrou em seu oitavo dia, já causou mais de 3.200 mortes, sendo 1.900 palestinos e 1.300 israelenses, de acordo com informações recentes.
O anúncio das mortes acontece após o prazo dado por Israel para que 1,1 milhão de civis deixassem o Norte de Gaza, uma população quase do tamanho da do Recife, contabilizada em 1,4 milhão pelo IBGE. Mulheres, homens e crianças estão tendo que deixar suas casas, em meio a bombardeios e estradas danificadas.
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