Irã acusa EUA de pirataria e promete resposta após apreensão de navio-tanque
Teerã afirma que ação militar americana é "violação do cessar-fogo"; incidente ocorre às vésperas de rodada de negociações prevista para o Paquistão
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As Forças Armadas do Irã prometeram uma "resposta rápida" à apreensão, pelos Estados Unidos, de um navio-tanque de bandeira iraniana no Golfo de Omã, informou a mídia estatal neste domingo (19). O quartel-general militar disse que o ataque e a subsequente abordagem do navio pelas forças norte-americanas constituem uma "violação do cessar-fogo" e denunciou o ato como "pirataria".
Interceptação no Golfo de Omã
Mais cedo, os EUA afirmam que dispararam contra o navio e que o apreenderam porque ele havia cruzado a linha de bloqueio após ignorar múltiplos avisos. Foi a primeira interceptação desse tipo desde o início do bloqueio aos portos iranianos na semana passada. A notícia colocou em dúvida o anúncio anterior do presidente Donald Trump de que negociadores dos EUA iriam ao Paquistão na segunda-feira (20), para mais uma rodada de conversas com o Irã.
Tensões no Estreito de Ormuz
As tensões Washington e Teerã escalam novamente em novo impasse sobre o Estreito de Ormuz, às vésperas do frágil e temporário cessar-fogo expirar, o que deve acontecer na quarta-feira (22).
O Paquistão não confirmou uma segunda rodada de negociações nesta segunda, mas as autoridades começaram a reforçar a segurança em Islamabad. Um funcionário regional envolvido nos esforços disse que os mediadores estavam finalizando os preparativos e que equipes de segurança americanas já estavam no local.
Delegação dos Estados Unidos
A Casa Branca informou que o vice-presidente JD Vance, que liderou a primeira rodada de negociações presenciais históricas ao longo de 21 horas no último fim de semana, chefiará a delegação dos EUA ao Paquistão, juntamente com os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner.
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