Professora denuncia instrutor por importunação sexual em academia
Professora de 36 anos relata toques e mordida no ombro por instrutor em academia na Zona Norte do Recife; Polícia Civil apura o caso.
Uma professora de filosofia, de 36 anos, denunciou um instrutor de educação física por importunação sexual em uma academia localizada no bairro de Passarinho, na Zona Norte do Recife. O caso, exposto nesta quinta-feira (20) pelo programa Brasil Urgente Pernambuco, da TV Tribuna, é investigado pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE).
Aluna do estabelecimento há cerca de um ano, a vítima relatou comportamentos invasivos por parte do profissional, como toques indesejados nas costas e abraços sem consentimento.
Episódio mais grave e denúncia à polícia
O episódio mais grave ocorreu em maio deste ano, quando o homem teria segurado a professora pela cintura, levantado a jovem simulando que a colocaria no chão e chegado a morder seu ombro.
Ainda no dia do ocorrido, a mulher comunicou o fato à gerência do local e, dois dias depois, prestou depoimento e registrou a ocorrência na Delegacia da Mulher, no bairro de Santo Amaro.
Reencontro com o suspeito e justificativa da academia
A controvérsia aumentou na última terça-feira (19) — cerca de três meses após a denúncia —, quando a professora retornou ao estabelecimento e reencontrou o suspeito trabalhando.
Ao questionar a direção, ouviu que a presença dele era temporária devido ao afastamento médico de dois funcionários da equipe.
Em nota oficial enviada à reportagem, a academia esclareceu que tomou conhecimento do caso em maio e adotou as providências cabíveis na época, incluindo o desligamento do instrutor e o envio das imagens do circuito interno de segurança à polícia.
Sobre o retorno do suspeito, a empresa enfatizou que ele não foi recontratado, mas chamado em caráter excepcional para cobrir duas diárias após tentativas frustradas de encontrar outros substitutos.
A administração alegou ainda que, antes da convocação temporária, o ex-funcionário informou não ter recebido intimações ou notificações oficiais das autoridades e que a instituição desconhecia novos desdobramentos da investigação.
A academia afirmou ainda repudiar a conduta relatada e reiterou que permanece à disposição da vítima e dos órgãos policiais para colaborar com as investigações em andamento.
Veja a matéria no Brasil Urgente Pernambuco, a partir de 14 ' 16":
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