Presos em PE criavam perfis falsos para extorquir vítimas no DF
Investigação policial revelou esquema de extorsão que nascia dentro de presídio pernambucano e lavava dinheiro com contas laranjas
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), deflagrou na manhã da última quarta-feira (1º) a Operação Tróia. A ação policial teve como objetivo desarticular uma organização em Pernambuco, especializada em cometer golpes cibernéticos contra residentes do Distrito Federal utilizando a internet e aplicativos de comunicação. O caso começou a ser investigado após um morador do município de Riacho Fundo/DF, procurar as autoridades e relatar ter sido extorquido no "Golpe do Falso Integrante de Facção Criminosa", sofrendo severos prejuízos financeiros após realizar transferências bancárias sob ameaça.
ESQUEMA NASCIA DENTRO DO PRESÍDIO DE IGARASSU
Segundo a PCDF, o grupo criminoso operava com uma clara divisão de tarefas, mantendo uma célula ativa de dentro do sistema prisional. Uma parte dos criminosos criava perfis falsos de mulheres em redes sociais e aplicativos de relacionamento para atrair e captar as vítimas. Assim que o contato era estabelecido, detentos do Presídio de Igarassu (PE), na Região Metropolitana do Recife, que já cumpriam pena por outros crimes, assumiam as conversas. Eles se passavam por integrantes de facções criminosas e faziam graves ameaças, alegando que a suposta mulher era casada com um membro do grupo e exigindo dinheiro para não cometer represálias.
GRUPO CRIMINOSO CONTAVA COM APOIO DE PESSOAS EM LIBERDADE
Além dos detentos, a PCDF identificou o braço financeiro do esquema, integrado por três pessoas em liberdade. Esse núcleo era responsável por receber as quantias extorquidas em contas bancárias de terceiros. Logo após o depósito, os recursos eram rapidamente pulverizados entre diversas contas de "laranjas", configurando um típico esquema de lavagem de dinheiro. O objetivo era realizar o saque final e reintroduzir os valores no mercado formal com uma aparência de origem lícita.
APREENSÕES REALIZADAS NA OPERAÇÃO
A Operação Tróia teve o apoio operacional da Polícia Civil do Estado de Pernambuco (PCPE), foram cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e e nas cidades de Olinda, Tracunhaém, Paulista e no próprio Presídio de Igarassu. A ação resultou na apreensão de diversos dispositivos, como computadores, celulares e mídias digitais. O material recolhido será periciado pela PCDF, para aprofundar as investigações, identificar novas vítimas e responsabilizar a conduta de cada membro da organização criminosa.
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