PCPE prende 12 suspeitos de ligação com o tráfico no Cabo
Entre os alvos da operação está uma mulher apontada como gerente do tráfico de drogas na cidade
Uma operação da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), que mirava o o combate às lideranças do tráfico de drogas no Cabo de Santo Agostinho, resultou no cumprimento de 11 mandados de prisão e uma prisão em flagrante.
Fruto de uma investigação iniciada no ano passado, a ação foi efetuada por meio da 2ª Delegacia de Polícia de Repressão ao Narcotráfico (2ª DPRN/DENARC), e mobilizou mais de 100 agentes das polícias Civil e Militar, que cumpriram as diligências nas cidades do Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes e Igarassu.
Também foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, que possibilitaram o recolhimento de armas de fogo e uma quantidade significativa de cocaína.
Segundo a responsável pela investigação, a delegada Myrthor Andrade, um dos principais desafios da operação foi a pulverização das lideranças criminosas em diferentes bairros do Cabo. "Foi preciso mobilizar um número elevado de policiais porque os alvos estavam distribuídos em diversos bairros. O planejamento permitiu que as equipes chegassem simultaneamente aos endereços, garantindo o cumprimento das medidas judiciais", explicou.
Durante a operação, os policiais encontraram imóveis preparados para dificultar a entrada das forças de segurança.
"Esses criminosos transformam suas residências em verdadeiras fortalezas. Algumas casas possuíam chapas de aço e grades reforçadas, o que exigiu o apoio operacional do CORE e GOE da Polícia Civil. Apesar dessas barreiras físicas, conseguimos cumprir os mandados sem resistência significativa por parte dos investigados", afirmou a delegada.
Doze prisões
Além dos 11 mandados de prisão, uma pessoa foi presa em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, elevando para 12 o número de presos.
Entre os alvos está uma mulher apontada como gerente do tráfico de drogas no Cabo de Santo Agostinho. Ela foi localizada em Igarassu, onde estava residindo após deixar o município por questões de segurança. A investigada utilizava tornozeleira eletrônica, assim como outros integrantes da organização criminosa.
Segundo a polícia, as investigações devem prosseguir para identificar outros envolvidos com a atividade criminosa, com base na análise do material apreendido e o aprofundamento das diligências para identificar outros envolvidos na atividade criminosa.
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