Megaoperação da FICCO/PE mira organização criminosa interestadual
Força-tarefa cumpre 64 mandados e bloqueia R$ 5 milhões em bens de grupo envolvido com tráfico, armas e lavagem de dinheiro em diversos estados
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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Pernambuco (FICCO/PE) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (18), a Operação Roça. A ação visa desarticular uma organização criminosa de alta periculosidade e estrutura complexa, com atuação voltada ao tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e crimes patrimoniais de grande porte.
Ao todo, são cumpridos 15 mandados de prisão temporária e 49 mandados de busca e apreensão. Além das prisões, a justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros que podem chegar a R$ 5 milhões, além do sequestro de bens móveis e imóveis ligados aos investigados.
Estrutura e modus operandi
As investigações, iniciadas em 2023, traçaram o perfil de um grupo altamente hierarquizado. A organização era dividida em núcleos estratégicos:
- Liderança e Gestão: Responsáveis pelas decisões táticas.
- Logística Criminosa: Operacionalização de roubos de cargas e veículos de transporte de valores.
- Núcleo Financeiro: Focado na lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada e "laranjas" para ocultar o patrimônio ilícito.
Ação interestadual
A operação evidencia a expansão do grupo para além das fronteiras de Pernambuco. Embora o foco principal tenha ocorrido no sertão e agreste pernambucano, os agentes também cumprem mandados nas regiões Norte e Norte-Central do país.
Municípios alvos da operação:
- Pernambuco: Orocó, Petrolina, Caruaru, Chã Grande, Pesqueira, Gravatá, Cabrobó, Surubim, Feira Nova, Tamandaré, Pombos e Bezerros.
- Tocantins: Palma.
- Amazonas: Manaus.
Integração das forças de segurança
A FICCO/PE destaca que o sucesso da ofensiva é fruto do trabalho conjunto entre a Polícia Federal, Polícia Civil (PCPE), Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Secretaria de Defesa Social (SDS/PE) e a Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).
O objetivo central desta fase é asfixiar o braço financeiro da organização, interrompendo o fluxo de capital que sustenta a expansão criminosa. O material apreendido será analisado e poderá dar início a novos desdobramentos nas investigações.
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