Le Parc afirma que não sabia de medida protetiva contra empresário
Administração do condomínio diz que acesso de “Dom Silver” era regular por contrato e que não recebeu ordens de bloqueio
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A administração do Condomínio Le Parc Boa Viagem Residencial Resort, na Zona Sul do Recife, informou que não tinha conhecimento da medida protetiva de Isabel Cristina, 22 anos, contra Silvio Souza, conhecido como “Dom Silver”, 48 anos. Em nota pública divulgada nesta segunda-feira (23), o condomínio afirmou que o acesso do empresário ao imóvel era garantido por um contrato de locação vigente e registros cadastrais regulares.
A manifestação ocorre após o crime que chocou o residencial na noite de domingo (22). “Dom Silver”, que também era cantor e influencer, é apontado pela Polícia Civil como autor do feminicídio de Isabel, de 22 anos, seguido de suicídio.
Falta de notificação
De acordo com o comunicado, a gestão do condomínio não recebeu nenhuma solicitação de bloqueio de acesso por parte da vítima, de terceiros ou de autoridades públicas. O Le Parc ressaltou que realiza o controle de entrada por meio de cadastro prévio de moradores e pessoas autorizadas.
O texto reforça que o sistema de segurança é rigoroso, mas depende de atualizações cadastrais. Como o condomínio alega não ter sido informado sobre ações judiciais ou restrições contra Dom Silver, a entrada dele na unidade onde o crime aconteceu não sofreu impedimentos na portaria.
Colaboração com a polícia
A administração do residencial declarou solidariedade aos familiares das vítimas e afirmou estar à disposição das autoridades. O caso levanta o debate sobre como as medidas protetivas são comunicadas aos condomínios e a eficácia desse monitoramento em ambientes privados.
O inquérito da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) segue em andamento para detalhar a dinâmica da invasão e o histórico de violência do casal, que deixa um filho de 3 anos.
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