Gaeco deflagra operação contra esquema de fraudes em concursos públicos em PE e AL
Ação coordenada pelos Ministérios Públicos dos dois estados cumpre mandados de prisão e busca e apreensão nesta terça-feira (18)
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira (18) a Operação Babet, voltada a desarticular um grupo criminoso especializado em fraudes contra concursos públicos. A operação cumpre dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão no Recife e em municípios da Região Metropolitana e do Agreste pernambucano. Simultaneamente, a força-tarefa executa outro mandado de prisão e dois de busca e apreensão em Alagoas, estado onde as investigações foram originadas.
Origem e desdobramentos da investigação
Segundo o MPPE, a investigação teve início no Ministério Público de Alagoas (MPAL), após a identificação de irregularidades no concurso da Guarda Municipal de Rio Largo. Com o avanço das apurações, constatou-se a atuação reiterada do grupo, que utilizava diversos artifícios para manipular resultados. Durante o cumprimento das medidas, foram apreendidos dispositivos eletrônicos e documentos que passarão por perícia técnica. O apoio operacional das Polícias Civil e Militar foi fundamental para o êxito das diligências realizadas nesta manhã.
Conduta reiterada e alvos
As autoridades confirmaram que a atuação dos investigados não era um fato isolado, estendendo-se por diferentes certames. Foi identificado que dois dos alvos dos mandados de prisão teriam praticado condutas delituosas da mesma natureza recentemente em território pernambucano, o que motivou a necessidade de aprofundar as apurações e aplicar as medidas cautelares deferidas pela Justiça. O objetivo central é garantir a integridade dos processos seletivos e a igualdade de condições entre os candidatos.
Significado da operação
O nome da operação, "Babet", é uma referência direta a um personagem da obra clássica “Os miseráveis”, de Victor Hugo, conhecido por utilizar fraudes, disfarces e manipulações para ludibriar terceiros, espelhando o modus operandi da organização criminosa investigada.
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