Funcionário de escola municipal é preso por suspeita de abusar crianças especiais
Homem tem 32 anos e atuava no apoio pedagógico em Santo Aleixo; pais perceberam mudanças de comportamento nas vitimas
Um funcionário de 32 anos de uma escola municipal no bairro de Santo Aleixo, em Jaboatão dos Guararapes, foi preso preventivamente suspeito de cometer crimes de estupro de vulnerável contra estudantes da instituição. Os abusos contra as vítimas — duas crianças de 11 anos com necessidades especiais — vinham ocorrendo desde o ano passado e foram revelados após severas alterações de comportamento de uma das alunas.
SUSPEITO APROVEITAVA DA FUNÇÃO NA ESCOLA PARA PRATICAR OS CRIMES
A investigação aponta que o suspeito aproveitava-se de sua função de apoio pedagógico para se aproximar das crianças de forma criminosa. A primeira vítima identificada é uma menina de 11 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA). De acordo com relatos da mãe da garota, os episódios de violência aconteceram ao longo do ano passado, no interior da própria unidade de ensino.
FAMILIARES NOTARAM MUDANÇAS NO COMPORTAMENTO DA MENINA
A descoberta do crime se deu apenas no início deste ano, em janeiro, quando os familiares notaram mudanças drásticas de atitude e estabilidade emocional na menina. Ao ser questionada sobre o que estava acontecendo, a criança conseguiu relatar aos pais os abusos que vinha sofrendo de forma recorrente no ambiente escolar.
"Ela contou para gente que ele pedia para fazer filmagens do corpo dela, beijava ela, a pediu em namoro e também a virgindade dela quando fizesse onze anos. Por isso as crises dela se intensificaram e isso foi um desastre para toda a família. Ele era tão cuidadoso, que não imaginávamos isso", revelou a mãe da vítima em entrevista ao repórter Rubens Marinho, da Tv Tribuna/Band.
Segundo a família, o suspeito utilizava táticas de manipulação psicológica e financeira para silenciar a menor e obter a confiança da família. O homem chegou a dar de presente à menina de 11 anos como um notebook e um celular.
SEGUNDA VÍTIMA SERIA UMA CRIANÇA COM PARALISIA CEREBRAL
A gravidade e a urgência da situação motivaram os familiares a compartilharem o caso nas redes sociais, em busca de justiça e visibilidade. A repercussão do caso acabou encorajando outra família do bairro a denunciar o mesmo agressor.
A segunda vítima identificada é um menino de 11 anos, diagnosticado com paralisia cerebral. O pai da criança relatou que o filho também começou a manifestar uma forte resistência e pânico ao cogitar retornar às aulas. Após auxilio de uma psicóloga, os pais também descobriram o abuso.
"A gente vinha achando estranho o comportamento dele. Ele nunca foi de precisar de tomar remédio ou ter crises para ir a escola. A escola para mim foi passiva e a gestão foi uma negação e irresponsável. Através de uma psicóloga ele contou tudo o que ele (o funcionário) fazia com ele", afirmou o pai.
SUSPEITO ESTÁ PRESO
Após a expedição de um mandado de prisão decorrente das investigações conduzidas pela polícia, o suspeito de 32 anos foi preso no dia 7 de julho.
Embora a prisão traga um sentimento inicial de alívio para as famílias envolvidas, os pais das vítimas reforçam que o trabalho de responsabilização do suspeito não deve parar e que outras possíveis vítimas deveriam procurar a polícia para realizar denuncias.
Confira a matéria completa no vídeo abaixo:
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